Ruído 111 é referência em Fortaleza para gravação de discos de metal
15/09/2019 | Por
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Estúdio no Conjunto Esperança resiste há 18 anos no mercado fonográfico

Ter um negócio que dure mais de cinco anos atualmente não é fácil. Ter um negócio pertencente ao mercado fonográfico e que resiste ao advento das novas tecnologias ao longo de 18 anos já é de se respeitar. Paulo Eduardo, que é músico, produtor e dono do Ruído 111 Estúdio desde 2001, montou o estúdio a fim de beneficiar a sua banda na época e também toda a cena de músicos independentes do Ceará.

Localizado no Conjunto Esperança, mais precisamente na Rua Cento e Onze, número 111, numerologia que deu origem ao nome, o estúdio começou apenas com os próprios instrumentos da Misofobia, antiga banda de Paulo. “Já tínhamos alguns instrumentos e aí surgiu a ideia. A gente sofria com dificuldades para ensaiar, já que não tinha locais próximos e que suprissem as nossas necessidades, e os que tinham, não eram muito acessíveis. Somamos o fato de precisar de um local acessível com a possibilidade de abrir uma startup que viesse a se tornar um ganha pão” conta Paulo, que antes de abrir o estúdio, trabalhava como vendedor autônomo.

No começo, o Ruído 111 Estúdio era voltado para ensaios de bandas locais. Com a saída do antigo sócio e baterista de sua antiga banda, Paulo deu continuidade ao negócio e passou a oferecer serviços de gravação, mixagem e masterização de músicas. Agora produtor, Paulo usou sua pouca experiência em engenharia de som para começar os primeiros trabalhos. Com o tempo foi estudando, se aperfeiçoando e ganhando nome. Mesmo com a existência da técnica para o trabalho, Paulo conta que o segredo para crescer no ramo não está nos livros. “Um técnico de gravação pode pegar cursos online e ver a parte técnica, já que este ramo não pede uma formação acadêmica. O que difere cada profissional é saber se ele possui bagagem e ouvido, características que só vem com a experiência. O segredo principal é o ouvido, que você vai usar tanto na parte inicial, a captação, quanto na etapa final que é a mixagem e masterização” esclarece Paulo.

Ao longo dos anos, diversas bandas dos mais variados estilos já passaram pelas produções do empresário, que mesmo trabalhando em sua maioria com bandas de heavy metal, Paulo conta que também gosta de trabalhar com outras vertentes. “Gosto de todos os gêneros. Todos são desafiadores. O que mais gravo atualmente é metal e hardcore, mas também tem muitos clientes de rock alternativo e tradicional. Gosto de todas essas áreas, pelo desafio que traz” revela. DarkSide, Obskure, Crashkill, Criokar, Síntese, Travo, Lemori, Pulso de Marte, Burning Torment, Corja, Fire Line, F-Zema e Pantaculo Místico são algumas das várias bandas que já gravaram e continuam gravando no Ruído 111 Estúdio. Desde que abriu o estúdio e passou a administrá-lo, o negócio tem sido o único trabalho de Paulo e que possibilitou comprar sua casa própria, na qual fica a poucos quarteirões do estúdio. “Meu trajeto é casa, estúdio e com um pequeno desvio para o bar nas sextas” brinca.

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Paulo Eduardo, dono do Estúdio Ruído 111, fala sobre a indústria fonográfica. (Foto: Mateus Dantas / O POVO)

Gravação Caseira x Gravação de Estúdio
Com a chegada da internet, diversos programas para computador já permitem que o músico faça gravações em casa. No geral, estes programas pedem apenas que se tenha uma placa de áudio, necessária para fazer a leitura do som do instrumento, e o resto é reconhecido e gravado por eles. Muitas produções já são feitas 100% do conforto de casa, visto que até para gravação de bateria já existe programa que simule as viradas, ritmos e tempos do instrumento.

Paulo não vê esta realidade como um empecilho para o seu trabalho. “Guitarras realmente tem diminuído, mas ainda se grava muito bateria e vozes devido ao isolamento acústica que o estúdio tem, isso sem contar os microfones de alta qualidade. A tecnologia permite praticidade pro músico, é verdade, mas uma gravação sempre vai pedir mixagem e masterização. É aí que também entra o meu trabalho. Eu ganho clientes novos que não sabem mixar uma música, pois nessas horas a experiência do ouvido conta bastante” completa.

Preços
Gravação: R$ 80 por hora.
Produção: Masterização e Mixagem custam R$120 por música
Ensaio: R$ 30 por duas horas (Promoção), o normal é R$ 25 a hora.

Serviços Ofertados
No Ruído 111 você encontrará serviços de ensaios, gravações, mixagem, masterização, produção de jingles, vinhetas e spots, sendo o valor destes três últimos a ser negociado com o cliente.

Serviço
Ruído 111 Estúdio
Rua Cento e Onze, 111, Conjunto Esperança – Fortaleza/CE
Contato: 989620539

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Foto: Mateus Dantas / O POVO

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