REVIEW CD: Dinnamarque – One Spirit Of A Thousand Faces
03/08/2021 | Por

Lançado em 2020, “One Spirit Of A Thousand Faces” é primeiro álbum da banda Dinnamarque. O álbum começa como abertura de um álbum de metal tem que ser: baterias com bumbos em semicolcheia, riffs chamativos, peso e pé na porta.  Logo percebe-se que a banda pretende trazer em suas características a mistura entre o heavy metal clássico e o moderno.  “Path of warrior” traz isso, riffs mais hard rock com uma pegada moderna com Hi-Gain e alta dinâmica. Na terceira faixa um elemento que traz personalidade a banda: usos de syth, orquestras, corais. Além de possibilitar uma maior densidade, peso ou mesmo leveza, como em “Reason”, é perceptível o traço e apego da banda a essas características. 

As guitarras com timbres bem redondos, exceto pelos harmônicos artificiais não tão bem timbrados como o resto do som, ambientam o som pesado de “Revelations”, que mostra o lado mais obscuro da banda e um ambienta muito bem sobre o mal do ser humano ao planeta.

E são várias surpresas, as músicas ficam mais pesadas, as afinações mais baixas que encaixam perfeitamente com os corais e orquestração por trás dos instrumentos principais. “Krusty Eyes” é um soco na cara, alavancadas na guitarra, semicolcheias e rudimentos complexos por parte da bateria. “Battlefield” traz uma letra sobre uma batalha entre os nativos americanos e o famoso general Custer, não tão rápida, mas a banda segue com um som firme e bastante pesado que ajuda num épico e melódico refrão.

“Reason” é uma balada que a principal parece estar ambientada num power metal e o refrão ambientado numa banda como Whitesnake ou Queensrÿche e um belo solo melódico. É umas das músicas que não prende tanto a atenção, não por ser uma balada, mas por não trazer o DNA da banda, muitas vezes ocultado por uma influência mais forte de outras bandas como as já citadas e Pantera, S.O.A.D.

No final do álbum é retomado o peso novamente depois do respiros “Reason” “Battefield” . “Clash of Mind” tem uma sacada legal de ter riffs e melodia do vocal juntos, esse último muito constante no seu alto nível, prende atenção e auxilia ao ouvinte a facilmente fixar na cabeça a letra.

A faixa homônima fecha muito bem, traz a identidade da banda, essa mistura entre o “velho e novo” no mundo metal, com riffs poderoso de fazer fechar a cara, com influências na medida e autoria também.

É um ótimo álbum, peca em alguns aspectos de influências muito evidentes, quebras de dinâmicas que desvalorizam algumas partes de músicas. Mas, tem peso, tem contexto, é bem mixado, tem seu DNA e é do Brasil.

Tracklist:

  1. Fight
  2. Path of Warrior
  3. The Death Dresses White
  4. Revelations
  5. Evil Celebrities
  6. Krusty Eyes
  7. Battlefields
  8. Reason
  9. Changes
  10. Clash of Mind
  11. One Spirit of a Thousand Faces

Line:
Rafael Dinnamarque – voz e baixo
Riccardo Linassi – bateria
Ronan Oliveira – guitarra e vocal
Leo lanny – guitarra e vocal

Resenha por; Vinicius Augusto

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