Rest in Chaos: entrevista exclusiva com o baterista Marlon Joy
19/05/2021 | Por

Espalhando o caos desde 2016, Rest in Chaos é uma banda de metal com influência do death e thrash de Florianópolis/SC, que conta com Marlon Joy, na batera, Adriano Alves no baixo, Juliano dos Santos na guitarra e Gustavo Novloski no vocal.

Pedro Hewitt – O lançamento “Trapped by Yourself” foi muito elogiado em 2020. Contem um pouco sobre o processo de composição e como foi realizar esse lançamento em meio a pandemia.

Marlon Joy – A idéia do Full Album “Trapped by Yourself” se concretizou quando percebemos que estava no momento de lançarmos um primeiro material oficial, incluindo CD físico.

Tivemos bastante incentivo dos selos envolvidos no lançamento, e isso contribuiu na criação do material.

Esse Album conta com as 6 musicas do nosso primeiro EP (todas regravadas e parcialmente modificadas) + 3 singles que foram lançados após o EP. Pode-se dizer que o Full Album é uma forma de apresentar todo material da banda com um novo ponto de vista.

Pedro Hewitt – Vocês possuem clipes muito bem produzidos. Qual é a importância do áudio visual para a banda?

Marlon Joy – É notável como o consumo da música está cada vez mais conectado com a imagem.

E de fato faz sentido, na musica expressamos bastante o assunto em questão com a montagem da letra e arranjos no instrumental. Mas pode ser pouco, agregar isso a mais uma forma de expressão da arte é totalmente benéfico. Um videoclipe mostra muito mais o que a banda realmente é, e a mensagem a se passar.

Pedro Hewitt – Como está o processo de composição de vocês? Podemos esperar lançamentos em 2021?

Marlon Joy – A banda está técnicamente parada em quesito de encontros presenciais. Ensaios não estão rolando, porém estamos sempre em contato e registrando novas idéias remotamente. Ja existe bastante material para novos sons, mas ainda não devidamente organizados e registrados.

Não temos previsão para um novo lançamento, mas um novo single em 2021 está no plano!

Pedro Hewitt – Como é a cena metal em Santa Catarina?

Marlon Joy – Há bandas muito boas no estado, e isso é um fato que não se pode negar. A cena vive de altos e baixos desde “sempre”, por conta dos hiatos das bandas, interferência nos eventos anuais, dificuldades em manter os bares e casas de shows na ativa, entre outras situações.

Enfim, se tudo estiver a favor, e todos envolvidos dispostos a fazer acontecer, teremos uma cena que não há o que reclamar.

Pedro Hewitt – Em tempos de trevas com o genocídio da população brasileira com um desgoverno em relação ao covid, vocês acreditam que é importante que as bandas se posicionem politicamente?

Marlon Joy – É assustador a situação atual em que vivemos, e lamentável o quão negligenciada está sendo esta questão.

O “poder responsável” pelas ações que envolve o futuro de toda popupalção tem escolhido as piores medidas a se tomar. E não é mas questão de opinião, é um fato! Nós não abordamos explícitamente o assunto “Política”.

Nosso tema principal é o comportamento humano. Porém. é certo que encontra-se passagens relacionadas a política.

Por que no final das contas, “tudo é política”.

Pedro Hewitt – Como a pandemia afetou a banda?

Marlon Joy – Negativamente, sem dúvida.

A banda estáva em um rítimo ótimo, muitos shows, pequenas turnês, lançamento a caminho, e muitos planos ja sendo organizados para 2021.

Acho que o único proveito que podemos tirar dessa situação terrível é a forma de encarar tudo. O valor as pequenas coisas e situações vivida na banda e na vida.

Quando tudo voltar ao normal (ou o mais próximo disso) acredito que seremos outras pessoas.

Pedro Hewitt – Indiquem bandas que vocês curtem o som e o posicionamento.

Desalmado

Surra

Manger Cadavre?

Hauser

Eutha

Pedro Hewitt – Vimos que vocês publicaram um vídeo de um cover do DFC com participação do Leeo Mesquita do Surra. Como foi esse crossover?

Marlon Joy – Gratificante e divertido.

O D.F.C faz parte das bandas preferidas de todos nós (apesar de não ser diretamente uma influência pra banda) e o Léo (Surra) é nosso amigo pessoal, alem de um cara importante na cena BR.

Pedro Hewitt – Quais são as principais influências do som de vocês? 

Marlon Joy – Sei que isso soa “clichê” mas não temos exatamente uma lista de bandas como referência nas composições da banda.

Temos algumas influências pessoais e algumas em comum, que acabam afetando as criações.

Citando alguns nomes:

SLAYER: Pela forma que demonstram sua raiva pelo mundo.

LAMB OF GOD: Pela sonoridade extremamente caótica e impecável produção.

GOJIRA: Pelo seu clima apocalíptico e arranjos melancólicos porém esperançosos (as vezes).

Pedro Hewitt – Obrigado pela atenção, deixem uma mensagem final e links de redes sociais.

Marlon Joy – Obrigado a todos que nos apoiam! Cuidem-se para podermos voltar os shows que tanto amamos.

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