Discos | Sagas: O orgulho do Folk Metal
31/05/2016 | Por
Sagas: O orgulho do Folk Metal

Parece que a Alemanha é especialista em Thrash, Power e Heavy Metal, mas foi ao ouvir Equilibrium, que eu percebi que os caras são bons na música em um modo geral. Escolhi homenagear um disco desta banda pois ele é uma obra prima do Metal em geral. Mas você deve estar se perguntando que banda é esta.

Quem é Equilibrium?

A banda alemã (formada em 2001, na cidade de Munique na Baviera) aborda temas como mitologia e contos germânicos e escandinavos, e tudo cantado por um vocal PRA LÁ DE RASGADO (uma certa influência do Viking/Black Metal, talvez). O curioso é que a banda foi criada para se apresentar apenas uma única vez, e o público gostou tanto do som que implorou para eles continuarem. Após terem passado por outras gravadoras menores (como a Black Attakk), o grupo assinou contrato com a Nuclear Blast e foi com ela que eles gravaram o disco Sagas, do texto em questão.

Sagas (lançado em 2008) é o segundo CD da banda alemã e o primeiro com a Nuclear Blast como gravadora. É considerado o melhor disco da história da banda e por isso está aqui!

O disco abre os trabalhos com um tiro nos peito! “Prolog Auf Erden” é uma música de 3 minutos e 39 segundos de puro instrumental “folkniano” e de excelente qualidade para apenas começar a lhe preparar e lhe introduzir numa viagem pelos primórdios da terra, das montanhas e para onde a fantasia permitir levar. Em português, “Prolog Auf Erden” significa “Prólogo da Terra”, e Prólogo vem do grego πρόλογος (prólogos) que pode significar um prefácio. Prefácio de que? De algo que já tenha acontecido, ou seja, remete-se à algo anterior a terra ou a criação dela.

O álbum Sagas segue numa linha pesada e rápida, passando a nos presentear com a presença do vocal rasgado e cantado em alemão pelo Helge Stang. A música “Blut im Auge” – Sangue nos olhos, em português – é um dos destaques de todo o disco na minha opinião (que acabou se tornando o primeiro single, inclusive). A letra fala dos delírios e as incertezas que navegantes e aventureiros passam no decorrer de suas jornadas.

“Verrat” dá uma acelerada no disco mas sem fugir muito da identidade e da proposta da obra. Parece que você está caindo num buraco que te levará para outra dimensão. Você nota que este disco é bastante maduro quando, em relação aos antigos trabalhos da banda, ele traz uma mistura de elementos que se encaixam perfeitamente nas composições. Você está acompanhando um álbum que trabalha muito bem a questão da agressividade, do peso, e da sinfonia, elementos estes que dá à banda tanto um caráter sinfônico, épico, quanto um lado mais obscuro e sujo. Sei la, você consegue ver deuses nórdicos e piratas fedidos bebendo cerveja alemã numa taverna.. é surreal! Se você ainda não ouviu, ESCUTE AGORA MESMO, por favor xD.

Grandes discos terminam com grandes obras em seu “tracklist”, não acham mesmo? Aqui não é diferente. Muita, mas muita atenção e ouvidos para a faixa final, “Mana” que me trouxe à mente, a imagem de Charlie Chaplin devido a sua forma de expressar arte e sentimento sem precisar abrir a boca. A música final deixa de lado a presença da voz e nos emociona por 16 minutos e 23 segundos com um instrumental simplesmente lindo, poderoso, épico e contagiante. Se não é do seu agrado o estilo de vocal da banda, escute pelo menos esta música. Terei certeza que você irá curtir, isso claro, para aqueles que tem um interesse por um som mais épico, já que a banda foge bastante do tradicional Heavy Metal clássico.

Temos que entender e levar em consideração a cultura do artista (seu país, sua língua, sua localização geográfica e seu contexto social no qual ele se criou e se desenvolveu). A Alemanha é um país extremamente diversificado, onde bandas de folk metal tem a mesma importância que bandas de heavy metal tradicional ou outras vertentes. E diversidade é uma característica que notamos nesta incrível obra do metal alemão (lembram do lance dos deuses nórdicos e piratas? então..). Escutem sem moderação e até a próxima resenha metalheads! Ah, compartilhem este texto com os amigos, vamos juntos detectar muitas bandas de metal pelo mundo!

Músicos do disco!

  • Helge Stang – vocais
  • René Berthiaume – guitarras
  • Andreas Völkl – guitarras
  • Sandra Völkl – baixo
  • Julius Koblitzek – bateria

Convidados!

  • Agnes Malich – Violino
  • Ulrich Herkenhoff – Flauta de pã
  • Kurt Angerpower – Guitarras
  • Toni González – vocais adicionais
  • Gaby Koss – vocais adicionais

Tracklist!

  1. “Prolog auf Erden”   3:39
  2. “Wurzelbert”   4:59
  3. “Blut im Auge”   4:45
  4. “Unbesiegt”   6:19
  5. “Verrat”   6:05
  6. “Snüffel”   5:45
  7. “Heimwärts”   2:34
  8. “Heiderauche”   2:31
  9. “Die Weide und der Fluß”   7:21
  10. “Des Sängers Fluch”   8:05
  11. “Ruf in den Wind”   4:54
  12. “Dämmerung”   5:55
  13. “Mana”   16:23

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