Project46: Entrevista com o guitarrista Jean Patton
07/08/2016 | Por
Jean Patton
Matéria feita por: Daniel Tavares
Convidei Jean Patton para tocar em meu aniversário, no próximo final de semana. Ele aceitou, mas disse que traria seus amigos com ele, os demais integrantes da banda (incluindo Baffo Neto, do CAPADÓCIA, no baixo) e os quatro músicos que hoje são o MEGADETH, Dave Mustaine, David Ellefson, Dirk Verbeuren e o brasileiro Kiko Loureiro, do ANGRA. Eu tive que aceitar. O bate papo com o guitarrista, você , em duas partes, a partir de agora.
 A PROJECT46 é uma banda relativamente recente, mas vem arrancando elogios, aumentando a base de fãs (alguns até já tatuando na pele a imageria da banda) e participando dos maiores festivais de rock no Brasil (como o Monsters of Rock 2013, o Rock In Rio 2015 e os vindouros Maximus Festival e Epic Metal Fest, em setembro e outubro, na capital paulista). Conversei com Jean Patton, guitarrista e um dos fundadores da banda, sobre estes festivais sobre o final de semana de shows no Nordeste, incluindo Fortaleza, abrindo para o MEGADETH. Também falamos sobre a escolha de cantar em português, sobre o processo de seleção de um novo baixista para a banda e perspectivas para um novo disco. Esta parte da entrevista também estará disponível brevemente aqui.
Project46: Entrevista com o guitarrista Jean Patton
Daniel Tavares: Estou falando aqui com Jean Patton, guitarrista do Project 46. Jean, eu tenho um convite pra você. Eu quero que no dia do meu aniversário você venha a Fortaleza, você venha, pode trazer seus amigos, pode inclusive trazer outra banda
 
Jean Patton: Seu aniversário? Sim, muito legal.Vai ser um showzaço esse aí? Pode ser o MEGADETH?
 
Daniel Tavares: Pode, pode ser o Megadeth, chama, chama, chama os caras lá pra tocar. Como é que vai ser esse show?
 
Jean Patton: A expectativa tá bem legal. Vai ser a primeira vez que a gente vai tocar em Fortaleza, onde a gente nunca foi. E é a primeira vez que a gente vai tocar com o MEGADETH também, que é uma banda que a gente gosta muito, que sempre foi uma inspiração pra gente. É demais. Experiência legal pra caramba. Estamos muito ansiosos.
Project46
Daniel Tavares: Vocês vão tocar também no Estelita, em Recife, vão tocar em Maceió, não é?
 
Jean Patton: Nesse fim de semana, a gente vai tocar dia 12 em Maceió, dia 13 em Fortaleza com o MEGADETH e dia 14, no domingo, no Estelita.
 
Daniel Tavares: Outro show grande que vocês vão participar é o Festival Maximus, que é inclusive o motivo principal da nossa entrevista hoje. Você quer comentar mais sobre o show de vocês nesse festival?
 
Jean Patton: Cara, o Maximus é um festival muito importante pra gente, assim como foi o Monsters of Rock, mas uma maneira diferente porque o Maximus traz uma geração de bandas um pouco mais atual, mais contemporânea, eu diria. E a gente vem dessa geração. Um pouco diferente do que foi o Monsters, que traz os monstros do rock no geral. Também foram bandas que influenciaram muito a gente, porém o Maximus é uma ligação direta com o nosso público, o tipo de público que consome a música hoje em dia, né? Então, é bem legal a ideia do festival. A gente tá bem ansioso. Também é um negócio legal pra gente porque vai marcar o primeiro show do próximo baixista, então, assim, tem várias coisas legais rolando. Eles abriram bastante as portas para o metal nacional, vai ter um palco (em que a gente vai tocar, não só a gente, mas outras bandas bem legais vão estar lá também). Demais. Festival muito aguardado… o pessoal sempre pergunta pra gente. A gente tá bem ansioso. Vai ser bem legal.
Maximus Festival
Daniel Tavares: Beleza. Vou emendar com mais algumas questões sobre o mesmo tema. Vocês tocaram no Monsters of Rock, dividiram o palco com o Slipknot. E vocês começaram, 2008, se eu não me engano como banda cover do SLIPKNOT, que é uma grande referência pra vocês, inclusive o nome, né. Depois eu quero que você me diga, pra quem ainda não sabe o que é que significa o nome PROJECT 46. E vocês dividiram o palco com esses caras que vocês admiravam. Como é que foi tocar nesse festival com eles? Vocês chegaram a encontrar com eles, trocar uma ideia?
 
Jean Patton: Cara, foi bem legal. O Monsters of Rock marcou bastante a gente. A gente chegou a tocar lá simplesmente porque as pessoas pediram, os fãs pediram, entendeu? Então, assim, foi um negócio bem importante e especial pra gente porque, primeiro porque era um tipo de festival em que a gente se enquadrava demais. Um pouco do dia especial em que a gente tocou foi bastante marcado por aquela geração New Metal. Então, assim, bandas como o próprio SLIPKNOT, o LIMP BISKIT, KORN, KILLSWITCH ENGAGE (que é uma banda que a gente gosta muito), HATEBREED (que mistura o hardcore com o metal) que é o que a gente gosta e faz também, GOJIRA, enfim, são bandas que, de certa forma influenciam muito a gente, sempre me influenciaram e foi muito legal a gente ter essa vaga pra tocar num festival como esse e ainda mais com a galera pedindo. Então isso foi muito importante pra gente porque a gente viu que as pessoas queriam ver a gente lá. Elas estavam apostando na gente quando na verdade a gente não tinha muita exposição, nem na mídia. Era uma banda recente. Mas foi muito legal porque tocar com o SLIPKNOT, que é uma banda que influenciou demais a gente, como você falou. Em 2007, 2008 a gente teve uma banda tributo ao SLIPKNOT, que a gente fazia meio que na diversão, porque era legal, era divertido, sabe? Um monte de amigos, nove caras… Eu, na época, nem era o guitarrista da banda, eu era o percussionista da banda. Eu era o número 6 da banda. Eu já tocava guitarra em outras bandas e tal, principalmente num PANTERA cover, mas…veio basicamente disso, entendeu? Era muito legal. O SLIPKNOT foi uma influência enorme pra gente, foi demais tocar com os caras, foi a primeira vez que a gente tocou com bandas tão grandes assim na nossa própria cidade… imagina, você toca num festival desses, que todos os amigos que você conhece estarão lá. Estavam lá, né? Então, foi uma satisfação enorme pra gente. Foi um dos primeiros festivais grandes em que a gente fez e até hoje a gente colhe frutos disso. A gente não chegou a encontrar os caras lá, porque o SLIPKNOT é uma banda que é bem difícil o acesso. Não é tão simples. Porém a gente viu os caras das outras bandas. Trocamos ideia com os caras do KORN, do GOJIRA, do KILLSWITCH ENGAGE, estavam todos lá no camarim com a gente e tudo o mais. Mais o acesso ao SLIPKNOT é um pouco mais difícil. Mas vai ficar na memória. Sempre.

Daniel Tavares: Já emenda falando porque Project 46
 
Jean Patton: Lá no começo a gente tinha essa banda tributo ao SLIPKNOT, em que eu tocava percussão e o Vinny, o outro guitarrista do PROJECT 46 tocava guitarra. Ele era guitarrista nessa banda. E aí, é o seguinte. No SLIPKNOT a galera, eles tem nomes, claro, mas eles tem números também. Cada um tem na roupa o número marcado, do zero até o oito. São nove caras, né? No caso, eu era o número 6 e o Vinny era o número 4. Eu era percussionista. Só que aí, eu como guitarrista, sempre quis tocar guitarra. Eu sempre toquei guitarra. Entrei como percussionista na banda porque eu gosto de bateria, gosto de batucar, gosto de rodar a cabeça, entendeu? É o rock. Porém, a gente falou assim: vamos fazer um som nós dois tocando guitarra. A gente começou tocar um som, fazer um som, assim, tomando cerveja em casa, como quem não quer nada. E aí meio que a gente falou: vamos fazer um projeto nosso, de música autoral? Porque é legal até certo ponto tocar música dos outros. Chega uma hora em que você quer passar daquele degrau. E aí a gente falou: vamos montar nosso projeto. Aí eu falei, na brincadeira, vamos de Projeto 46, do 4 e 6. Aí ficou. A galera gostou. A gente gostou também. Hoje em dia tem uma galera de fã que tatua o 46. É muito legal isso aí. É muito legal ver aonde chegou isso.
Tattoo46
Foto: Fã tatuada com o símbolo da banda
tattoo46
Mais fãs com tatuagens remetendo aos grafismos da banda.
 
Daniel Tavares: Vocês também vão participar de um outro festival, o EPIC METAL FEST, o festival do EPICA, que não tem muito o estilo de vocês. Eu gostaria de entender como foi o convite para tocar neste festival e o que vocês acham da banda?
Jean PattonCara, esse festival é um festival bem interessante porque ele conversa com um público totalmente diferente do nosso. A gente aceitou, achou bem legal a proposta, por se tratar de uma banda muito conhecida, o EPICA, a gente conhece, não é muito a nossa praia, porem, eles estão fazendo esse festival pra lançar o disco novo deles, com mais outras bandas bem legais, PARADISE LOST, FINNTROLL, XANDRIA, enfim. A princípio, a ideia é trazer um pouco o que tá rolando no Brasil em matéria de metal para este festival e a gente achou bem legal porque, por mais que a gente não tenha a mesma pegada de som e tudo mais, nós somos uma banda que tá rolando muito bem aqui no Brasil, a gente tem bastante fã, é uma forma de conversar com outro tipo de público também, entendeu? Então, o convite rolou bem legal, através da Overload, em parceria com a nossa agência de booking, que é a Sobcontrole, e vai ser bem legal. Estamos ansiosos também pra saber como é que vai ser a receptividade e como vai funcionar isso daí. A gente vai provavelmente fazer um setlist diferenciado do que a gente tá habituado a fazer, com uma pegada um pouco diferente. Também vai ser um show bem legal, vai ser um show lá na Audio, que é um lugar em que a gente já tocou com o SOULFLY. Foi bem legal o show lá. Meu, vamo nessa. Em outubro vamos estar lá mostrando como é o nosso metal pra todo mundo.
Epic Metal Fest
Daniel Tavares: Terminando esse assunto de festivais, vocês tocaram no Rock In Rio, com a John Wayne. Uma curiosidade que eu tenho é que, não foi um tanto complicado, se houve alguma complicação, deu mais trabalho dividir o palco com outra banda, ficar as duas bandas no palco. Como é que é ficar no palco, não só vocês, quer dizer, você já tocou em uma banda cover do SLIPKNOT com nove caras, como é que foi estar com as duas bandas ali no palco, como é que foi pra ensaiar?
 
Jean PattonCara, foi bem legal, foi bem natural. O JOHN WAYNE é uma banda parceira nossa, que a gente toca há bastante tempo junto. Nos shows no Brasil inteiro a gente já tocou junto. E foi bem legal. Quando houve o anúncio e tal e a gente começou a planejar esse show junto com os caras do JOHN WAYNE foi uma coisa bem natural porque a gente já os conhece há muitos anos, os caras são amigos. A gente ensaiou junto. Todo mundo sabe o que todo mundo usa, então fica fácil, sabe. Não é uma coisa difícil de ser administrada. Então, pra esse show foi bem legal. Foi um show curto de cada banda no Rock In Rio, mas depois, no final, a gente se juntou, fez um show junto, foi muito bom. A gente gostou pra caramba. A galera gostou também porque foi festa e foi tudo em casa. Os caras são de casa, né?
 
Daniel Tavares: Beleza, agora vamos passar pro futuro, com um pouco do presente. O Rafael Yamada está saindo ou vai sair, né? Vocês estão fazendo as audições para o novo baixista, né? Como é que está este processo, quem é que vai tocar nesses próximos shows?
 
Jean PattonEntão, agora, começa o concurso, as audições para os baixistas. Então, se você está lendo aí e é baixista e gostaria de fazer parte do PROJECT, manda lá um email para baixo@project46.com.br ou entra lá no Facebook que a gente dá todas as instruções para se inscrever. A gente está nessa procura. É uma busca bem delicada porque a gente analisa muitas coisas num cara. O último show do Rafa foi no mês passado, no Clash Club. E, a partir de agora, a gente chamou um amigo nosso, que é o Baffo Neto, que canta e toca na banda CAPADÓCIA. É um amigo nosso de muitos anos, então ele vai cobrir esses próximos shows até o anúncio oficial, que é o primeiro show, a estreia do baixista novo, que vai ser no Maximus Festival, em 7 de setembro. Então, quem vai fazer os próximos shows vai ser o Baffo, começando em 24 de julho em Poços de Caldas. Depois, dia 12 em Maceió, dia 13 em Fortaleza, dia 14 em Recife. E a estreia do baixista novo vai ser no Maximus Festival.
Project46 procura novo baixista
Daniel Tavares: E o Baffo não tem interesse de ficar com a vaga? Ou não tem agenda pra isso, por causa do CAPADÓCIA?
 
Jean PattonCara, na real, a gente vai começar tudo com ele agora. Como ele vai fazer esses shows, claro, ele pode ser um dos candidatos. Por que não, né? Como ele já vai estar tocando com a gente, ele é um dos caras que vai estar no dia da audição porque a gente quer analisar qual é a nossa melhor opção dentre todos que a gente analisar. Pode ser que sim. Pode ser que não. Vamos ver quem aparece. Nunca se sabe o dia de amanhã?
 
Daniel Tavares: Essa situação atual política do Brasil… vocês, como uma banda que tem uma boa parte de hardcore no som de vocês… normalmente, a gente encontra muito de política em bandas que são um pouco mais influenciadas pelo punk, até mais que em bandas de metal que tem temas mais como ocultismo, essas coisas menos palpáveis… a situação brasileira política hoje, que está até difícil acompanhar, vai estar refletida no disco novo? O que você está achando de como está o Brasil hoje?
 
Jean PattonCara, em 2014, a gente fez o “Que Seja Feita a Nossa Vontade” basicamente com esse intuito. Era uma fase em que a gente já estava pensando muito sobre esse assunto, já querendo expor esse assunto, então a gente fez o “Que Seja Feita a Nossa Vontade” basicamente voltado para esse tipo de mensagem política/social, esse tipo de referência direta, entendeu? Então, provavelmente no próximo disco a gente não vá para esse lado lírico da coisa, da crítica social porque isso a gente já fez basicamente um disco inteiro. A gente só não fala que ele é um disco conceitual porque a gente não tem um começo-meio-fim, mas a estrutura lírica e conceitual dele é basicamente toda em cima disso. Então, eu não sei se o próximo disco pode ter alguns insights disso ou não. Provavelmente não porque o “Que Seja Feita a Nossa Vontade” já foi direto nisso. E não somos uma banda política, politizada. Não queremos tomar partido de nada. A gente só quer expor a nossa opinião e jogar a merda no ventilador, entendeu? E foi isso que a gente fez no “Que Seja Feita a Nossa Vontade”.
que seja feito a nossa vontade
Daniel Tavares: E sobre disco novo, o último disco de vocês, “Que Seja Feita a Nossa Vontade”, é de 2014. Vocês já tem planos para um novo disco?
 
Jean PattonSim. Atualmente a gente está na fase de compor o novo disco. Na verdade a gente já está há um tempo fazendo isso. Mas, agora, do meio do ano pro final do ano, a gente está focando em produzir o disco novo que, possivelmente…possivelmente não… VAI ser lançado em 2017. E agora esse final de ano é a época em que a gente vai parar pra produzir ele de fato. Mas já começamos. Estamos a todo vapor. A gente está bem confiante, vai ser um negócio bem legal. Talvez, diferente do primeiro e do segundo discos que a gente tem porque o primeiro disco, o “Doa a Quem Doer”, de 2011, é bem diferente do “Que Seja Feita a Nossa Vontade”, de 2014. E esse de 2017 vai ser bem diferente dos dois. Ou então, é, quem sabe? Mas, estão bem legais as composições, estamos a todo vapor e em 2017 tem disco novo.
 
Daniel Tavares: A faixa “Erro + 55” acaba se adequando mais ao Brasil que o próprio hino nacional.
 
Jean PattonInfelizmente, né? Infelizmente.

Clipe da música Erro+55

 

Daniel Tavares: Pois é. A gente está chegando ao final e eu te agradeço pelo teu tempo, mas tem uma pergunta que eu sempre faço pros músicos de fora que é quais as suas influências dos músicos brasileiros, no seu caso, e como eu sou do Nordeste, vou te perguntar quais são as influências que você tem ou que enxerga na banda, o que você gosta de música nordestina?

 
 
Jean PattonEu acho muito legal. De tudo que a gente ouve, a gente tenta extrair o melhor possível. A gente gosta muito, por exemplo, de maracatu. A gente gosta muito do próprio samba. A gente já colocou isso nas nossas músicas. No “Que Seja Feita a Nossa Vontade” a gente consegue ver claramente a influência de certos tipos de música brasileira. Já colocamos até um pouco de samba-enredo, que é mais o lance carnavalesco, mais lúdico. Mas o maracatu é um estilo que a gente gosta bastante. Por exemplo, tem uma música no “Que Seja Feita a Nossa Vontade” que se chama “Em Nome de Quem”, em que a gente conversa diretamente com o estilo. Tem uma parte específica com uma levada parecida. A gente gosta muito. Mas, assim, nós não somos totalmente infiltrados nesse meio musical, então eu não posso falar com tanta propriedade assim. Afinal de contas, a gente é metaleiro e o que a gente faz é: trazer as influências e a sonoridade que o Brasil tem de melhor pra cá, pro nosso som. Então a gente coloca tudo no liquidificador e vê o que sai. Porque de qualquer forma a gente é brasileiro, então, o brasileiro já tem enraizado o batuque, já tem enraizado certos tipos de arranjo, de groove, né? Então a gente gosta bastante e eu acho que provavelmente no próximo disco a gente consiga colocar mais dessa nossa influência, até música nordestina, como você falou.
 
Daniel Tavares: E, antes de fechar, vocês cantam em português… começaram em inglês… A gente sabe que algumas bandas normalmente começam a cantar em inglês pra conquistar mais mercado lá fora e bandas mesmo que tem bastante sucesso, como o SCORPIONS, por exemplo, que talvez, se cantassem em alemão, talvez não tivessem todo o sucesso que tem hoje e outras bandas italianas, que cantam em inglês… você quer me falar um pouco disso, sobre em determinado momento vocês começarem a cantar em português, que é até uma forma de se comunicar melhor com o público… eu não consigo imaginar uma letra como “Erro + 55” sendo cantada em inglês. Você quer falar um pouco sobre isso?
 
Jean PattonNo começo da banda a gente começou cantando em inglês. Como você disse é uma forma natural de começar a fazer música, principalmente metal, porque as nossas maiores referências já são na língua inglesa. Porém a gente percebeu que muito da mensagem que a gente queria passar era muito mais facilmente transmitida quando pronunciada na nossa língua natal, então, a partir do “Doa A Quem Doer” (um disco que a gente gravou inteiro em inglês, depois a gente regravou inteiro em português) a gente queria passar uma mensagem mais direta e a gente não via como passar esse tipo de mensagem cantando em inglês. Porém a gente é uma banda sem barreiras, meu. A gente não tem nenhum tipo de preconceito. Foi só uma decisão que a gente tomou lá atrás, lá em 2011, mas como a gente já cantou em inglês a gente não tem nada que nos prenda a cantar só em inglês ou só em português. Talvez a gente possa até misturar. Talvez a gente possa até misturar, talvez a gente possa colocar espanhol, que tem uma representatividade grande na América do Sul. Enfim, eu acho que de tudo o mais importante é a música, mas, claro, a mensagem é muito importante ser passado. E eu acho que a língua não pode ser uma barreira. Claro que o inglês ajuda a internacionalizar melhor a música, porém, não é uma regra. A gente vê bandas bem legais cantando em outras línguas e que não tem essa barreira. Então, a gente é uma banda totalmente aberta pra esse tipo de coisa. Pode ser que a gente venha a fazer alguns novos sons misturando, mas, assim, de qualquer forma, a gente gosta muito de cantar em português, a nossa língua nativa, que, pra quem a gente quer conversar, o público, é  muito bom. O acesso é muito bom, a forma das pessoas entenderem o que a gente quer dizer, principalmente no disco “Que Seja Feita a Nossa Vontade”, que é um disco que a gente fala diretamente com o brasileiro, né? Então, é basicamente isso. A gente não tem muita barreira. A gente não gosta de ter certas limitações na música. Quanto mais der pra gente misturar, inovar e trazer novas culturas, isso é o PROJECT. 
 
Daniel Tavares: Eu lembrei enquanto você estava falando, mas o RAMMSTEIN, que é a atração principal do Maximus, canta em alemão. 
 
Jean PattonClaro, pois é. E o RAMMSTEIN é um ótimo exemplo. E é muito original o som dos caras. É uma ideia que tem muita personalidade. A gente gosta disso.
Jean Patton

Daniel Tavares: Agora vou deixar o espaço pra você convidar o pessoal para os próximos shows que vocês vão fazer, pras audições de baixista, pro Estelita, pro Siará Hall com o Megadeth, pro Maximus Festival, pro Epic Metal Fest. O espaço é seu. Foi um prazer falar contigo e a gente se vê no dia do meu aniversário em Fortaleza.

Jean Patton:  Valeu Daniel. Obrigado pelo espaço. É muito importante esse espaço pra todos os músicos, bandas, artistas do Brasil pra mostrar melhor o seu som. Sem esse espaço as pessoas não saberiam que as bandas existem. Eu queria falar que os próximos shows serão em 12 de agosto, em Maceió, 13 de agosto, em Fortaleza no Siará Hall, no seu aniversário, junto com o MEGADETH. Vai ser um show demais. Vai ser foda. Dia 14 de agosto, em Recife, vai ser a terceira vez que a gente vai pra lá. Vai ser bem legal. Dia 7 de setembro, no Maximus Festival. Vai ser bem legal o festival. A gente está bem ansioso. E também vai ser a estreia do novo baixista. E o Epic Fest, que vai ser um festival bem diferente também, outro público bem legal. Estamos bem ansiosos também. Bom, além disso, eu queria falar que quem quiser conhecer o nosso som, se for lá no site project46.com.br acha todos os links pras redes sociais, instagram, Facebook, link para a nossa loja virtual, tem todo o Merchandising lá e, se quiser ouvir as músicas, tem os dois discos lá para baixar, para ouvir, em todas as plataformas, do jeito que você quiser, link para os clipes e tudo mais, contatos para shows, etc. E estamos na ativa, estamos com tudo, em 2017 temos disco novo. É isso aí. Aguardem que logo mais teremos mais novidades.

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