Justiça inocenta produtores do festival Metal Open Air (MOA)
11/05/2020 | Por
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Segundo uma matéria postada no Portal Guará, os produtores do festival Metal Open Air foram inocentados pela justiça por “falta de provas”. O festival, que ocorreu no ano de 2012 e que não traz boas recordações devido ao seu enorme número de atrações canceladas, seria o ponto de encontro de milhares de headbangers com o sonho de ver pela primeira vez, grandes nomes do metal mundial. O MOA, como ficou conhecido pelo público, vendeu bem os ingressos e tinha tudo para se tornar um marco na história do metal brasileiro.

Os vários cancelamentos de bandas em cima da hora levaram os fãs a perceberem que alguma coisa não estava certa e, a partir daí, um grande processo na justiça entrou em vigor. De 2012 para cá foram oito anos, e só agora começaram a apresentar a verdade dos fatos. A justiça maranhense julgou improcedente a denúncia da ação penal de autoria do Ministério Público do Maranhão contra os organizadores do festival Metal Open Air, que absolveu os produtores Natanael Francisco Ferreira Júnior e Luiz Felipe Negri de Mello. Segundo a justiça, não haviam provas para a condenação. Para o advogado Celso Almeida, “o que se pode verificar no comando sentencial foi uma verdadeira confusão, não obstante o juízo sentenciante tenha reconhecida a inexistência de uma ou outra situação. No tocante àquilo que lhe competia, o magistrado da 8º Vara Criminal reconheceu que o fato narrado na denúncia era atípico, ou seja, não constituía um ilícito penal, como assim pretendia a acusação”.

O advogado ainda completa explicando que não houve uma prática criminosa por parte de Natanael Júnior. “Tudo aquilo que foi anunciado para o evento denominado de MOA foi, de fato, programado e teve todos os seus custos arcados por Natanael Júnior, como está comprovado nos autos do processo, e todos os atos foram por ele praticados para que tudo fosse entregue ao público que ali compareceu. Tudo isto ficou tecnicamente comprovado ao longo de todo o processo e devidamente reconhecido em sentença de mérito. O magistrado tinha em mãos todos os elementos necessários para absolver o Natanael Júnior, e assim o fez por meio de uma sentença minuciosamente fundamentada”, explica.

Foto: Reprodução

Segundo processo

Mas ainda não acabou. A produção do evento está recorrendo da decisão do Juiz da Vara de interesses difusos Douglas Martins, onde Natanael Junior foi julgado a revelia, por ter sido citado em seu endereço antigo, não tendo oportunidade de se defender. Porém, em audiência posterior, na mesma Vara, foi apresentado o seguro do evento, devidamente pago e que visa, além de outras coisas, ressarcir quem não assistiu aos shows. Natanael Jr diz que essa é uma segunda batalha, que não pede nada além do seu direito de se defender e de levar às pessoas que se julgam lesadas a devida compensação, através do seguro, completamente regular que possui.

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