Inraza: ”temos que ser representativos para a sociedade”
07/04/2021 | Por

Representando muito bem o metal moderno e conquistando seus devidos fãs ao longo de mais de 3 anos, a Iranza, mesmo com todas as dificuldades que uma banda independente passa, a mesma mantém em alto nível e fiel as raízes do que estão propondo. Para conhecer melhor a banda, eis a entrevista:

Pedro Hewitt – Em 2020 vocês lançaram dois singles, as músicas (Still) Stuck e a Infection. Como foi o processo de composição em meio a pandemia?

Inraza: O processo foi em tese tranquilo pra gente pois ambas as músicas nós já tínhamos as estruturas prontas antes da Pandemia e também já tínhamos o costume de trabalhar remotamente com às prés onde gravamos muita coisa nas nossas próprias casas, sendo assim o processo de composição foi mais tranquilo para esses dois singles.

Pedro Hewitt – Vocês completaram 4 anos de banda recentemente. Contem um pouco dessa trajetória.

Inraza: A banda nasceu em 2017 de uma ideia vinda do Robin juntamente com o Santiago (ex tecladista). Somos uma banda relativamente nova, mas já conseguimos passar por alguns lugares bem legais fora de São Paulo onde conseguimos fazer bons shows como Manaus, Curitiba e Rio de Janeiro. Lançamos nosso primeiro EP chamado Sociexit em 2018 e de lá pra cá as coisas começaram a andar bem, inclusive tivemos um react feito pelo YouTuber canadense Galactic Criminal que nos rendeu bastante evidência na época. Em 2019 passamos a ser um sexteto com a Entrada do Bruno Ascencio na segunda guitarra. Em 2020 o Santiago Soares saiu da banda para tocar um projeto profissional e voltamos a ser um quinteto com a formação atual, sendo assim ficamos Robin, Stephany, Gabriel, Kelvin e Bruno. Outro fato legal da nossa trajetória é o feedback positivo que temos recebido pelo material que temos produzido pela internet.


Pedro Hewitt – A Ste se destaca como uma das grandes vocalistas do Brasil, intercalando muito bem vocais agressivos com a melodia dos limpos. Quais são as suas referências de mulheres vocalistas tanto estrangeiras como nacionais?

Stephany Nusch: Agradeço muito pelo elogio! Minhas referências são com certeza a Angela Gossow e Otep no gutural, e no limpo a Anneke Van Gierbergen, lá da gringa. E nacional eu admiro muito o trabalho da Fernanda Lira (Crypta), Nata (Manger Cadavre?) e da Angélica Burns (Hatefulmurder) no gutural, e no limpo a Ana Carla (Dark Valley), a Deborah (Final Disaster) e a Deze (Fenrir’s Scar).

Pedro Hewitt – A Inraza é uma banda que leva o DIY ao pé da letra. Falem um pouco sobre a importância do merchandising para uma banda, especialmente em época de pandemia.

Inraza: Para nós o merch é muito importante, ao ponto de nós mesmos confeccionarmos basicamente 75% do nosso.
Na pandemia o pouco dos recursos que entram para o caixa da banda vem da venda do Merch, como nós mesmos fazemos parte da confecção conseguimos melhorar um pouco o preço e ter mais vendagem sem depender de terceiros, o que facilita muito para a gente, uma vez que a produção de merch na pandemia também ficou mais complicada.
Além disso nós vemos o merch como parte de um grande produto pois pensamos que a música não vendemos só a parte lírica mas também a imagem da banda através dele.

Pedro Hewitt – Vocês abordam questões como a inclusão social no conteúdo de vocês. Falem um pouco sobre esse tema e indiquem músicos portadores de síndromes ou  necessidades especiais que vocês acham que todos deveriam conhecer.

Robin Gaia: Quando eu fundei o Inraza um dos pilares que uniu a gente foi a necessidade de igualdade já que a maioria da banda vem de minorias, tentamos mostrar que todos podem ser representativos para a minoria que representa. Por exemplo eu sou Autista e tento fazer um trabalho de inclusão pois sei o quanto é difícil para uma pessoa neuroatípica, principalmente por sermos invisíveis aos olhos da sociedade como funciona o capacitismo como as pessoas nos julgam e nos tiram o direito de fala. Vemos que temos que ser representativos para a sociedade pois muitas coisas devem ser trazidas à tona até por conta de estarmos uma sociedade que reprime o diferente. Sobre músicos que gostaria de indicar são os bateristas Gui Caiaffa e Maykon Kjellin que ambos fazem ótimos trabalhos o Gui com conteúdo no seu canal do YouTube e o Maykon com a sua banda Dark New Farm e sendo responsável pelo site O Subsolo. Também tem Baixo Calão de Belém do Pará que fazem um Grind muito foda que tem o Leandro PÖRCKÖ no Vocal.

Pedro Hewitt – Entendemos o som de vocês como metal alternativo, com algumas referências de bandas como Gojira, Jinjer entre outras. Quais são as bandas que inspiram vocês no momento de compor?

Inraza: No momento mais atual bandas como Gojira, Mastodon, Dream Theater, Lamb of God, Sepultura e Sylosis tem ajudado muito. Mas outros estilos também nos ajudam a compor um pouco fora da caixa como Reggae, K-pop, Soul Music e muitas coisas do Michael Jackson.

Pedro Hewitt – O que podemos esperar de novidades do Inraza?

Inraza: Para esse ano pensamos muito e vamos trabalhar em mais alguns singles com clipes juntamente, uma vez que o cenário pandêmico nos fez repensar e decidimos não lançar nosso Full-Length.
Além disso temos pensado bastante em novas peças de merchandising para disponibilizarmos.
INRAZA: mostra sua força no videoclipe 'Ruined Before Creation' | Roadie Crew
Pedro Hewitt – Indiquem bandas do underground brasileiro que vocês curtem.

Inraza: Indicamos essas bandas que gostamos bastante… o Hatefulmurder, Manger Cadavre?, Final Disaster, Laboratori, Corja e Act of Revenge.

Pedro Hewitt – Obrigado! Deixem uma mensagem final.

Inraza: Se cuidem, cuidem do próximo, não se aglomerem na medida do possível. Tenham força que esperamos que em breve estaremos todos juntos novamente. Força para todos!

Contato – https://pt-br.facebook.com/inraza/

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