Garrafa Vazia: “O lance do padre levantou muito debate entre os punks” – entrevista exclusiva
06/04/2021 | Por

O Brasil desde seu nascimento sempre foi sinônimo de resistência, de rebeldia, e claramente temos grandes nomes do Punk Rock nacional, como o Garrafa Vazia, que fazem parte dessas lutas. Eles fazem um autêntico som que representa nossa realidade e que nos brinda com ótimos lançamentos. Nessa entrevista eles falaram de temas polêmicos, falaram sobre o início da banda, os álbuns lançados, postura, etc. Acompanhem:

Pedro Hewitt – Conheci o Garrafa Vazia em meados de 2013 através de uma comunidade no Orkut, desde então acompanho daqui os trabalhos. Como vocês estão? É uma honra para mim entrevistar uma banda que representa muito bem o cenário Punk Rock.

Garrafa Vazia: Obrigado pelas palavras. A honra é toda nossa. Obrigado pela oportunidade! O Garrafa Vazia está no melhor momento de seus doze anos de existência! Com a formação consolidada, clássica. Expandindo seus ouvintes pela América Latina, participando de lives em outros países, como Espanha, Equador, Panamá e com muitas novidades vindo por aí! Somos muito gratos aos selos, gravadoras – quero destacar a vital importância deles!

São eles: Vertigem Discos (Ceará) Brado Distro (Paraná), Two Beers or Not Two Beers (Goiás) Red Star (São Paulo) , Fuck it All (Santa Catarina), Lokaos (Pará), Relutância (Bahia) , Som de Peso (Rio Grande do Sul) e Lixo Discos (São Paulo), além da Mucha Bulla Records (Bolívia). Eterna gratidão pelo apoio, suporte e por acreditarem no nosso trabalho, na nossa música, na nossa estrada, nossa caminhada!

Pedro Hewitt – Ter uma formação intacta por anos não é fácil, ainda mais para conciliar as ideias. A banda com diversas mudanças fez com que tivesse mais maturidade?

Garrafa Vazia: Com certeza! O fundamental é que a cozinha baixo-batera está junta há 10 anos. Então, o entrosamento é telepático. Cheio de energia, identidade. Eu e o Ralph Faust ensaiamos e tocamos em muitos lugares com afinco, nos dois anos iniciais. Incessantemente. Depois disso, parece que a maturidade começou a dar as caras. Rola toda uma sintonia sambarilóvi – eu e o Ralph seguimos com a mesma pegada, influências, irmãos mesmo, Garrafa Vazia é celebração. Na guitarra, o Vancil mantém todo um refinamento 77 nos arranjos, solos, tudo na pegada punk do mato!

Pedro Hewitt – Ninguém é de ferro para sustentar esse sistema mortal, mas ainda sobra tempo para se aventurar. Como estão os trabalhos que cada integrante exerce na batalha diária fora do Punk Rock? O que atuam influenciam nas questões do que pensam entre músico/banda?

Garrafa Vazia: O Ralph Faust trabalha com logística. O Vancil Cardoso é professor de Geografia e Inglês. Eu trabalho com Comunicação e Educação. Certamente a visão crítica, acerca das injustiças sociais e hipocrisia reinantes estão presentes nessa relação trabalho-visão de mundo.

Pedro Hewitt – São praticamente 24 anos de projeto e 12 de Garrafa Vazia, fora a quantidade de materiais lançados. Existiu algum momento ao passar dos anos que chegaram em uma reunião e falaram: ”está complicado, não podemos continuar, vamos acabar a banda”?

Garrafa Vazia: Nunca. Eu lembro bem do escritor norte-americano Henry Miller: artista é o que nunca tem dúvida, pelo contrário tem total confiança na sua arte. E é isso aí.
Eu amanheço punk rock. Vivo punk rock. Durmo punk rock. É o destino fazer o punk rock estalar.

Pedro Hewitt – Vamos recordar um trecho que atravessa o oceano: Rebellion Festival. O que realmente aconteceu?

Garrafa Vazia: Passamos por uma súbita mudança de formação. Até saímos no CD coletânea do festival inglês, mas realmente tivemos que adiar. Conversei com a organização e estamos de portas abertas para uma eventual próxima vez.

Pedro Hewitt – O Garrafa Vazia lança sempre que pode registros super empolgantes, e elogiados tanto dentro quanto fora do Brasil. Qual é a motivação e o sentimento em criar algo ainda melhor do que os anteriores sem perder a essência?

Garrafa Vazia: O amor pela música. A música é capaz de emocionar profundamente a vida minha, das pessoas. Ela é capaz de driblar com classe a angústia da morte. Ela é o motor. Então, eu desde pequeno fui amigo da melodia, e a mescla de fúria e melodia sempre me instigam a compor canções que eu gostaria de ouvir, como as bandas que conheço e vou conhecendo ao longo dos anos. Pesquiso, gravo rascunhos, às vezes bate uma melodia e corro gravar. Sou exigente e severo pra sempre o próximo ser o melhor da banda.

Pedro Hewitt – Duas garrafas ficaram sob a mesa; Garrafa Social (Argentina) e vocês do Garrafa Vazia. Por aí a fora existem boas bandas que a parceria é certa. Como se deu essa? E comente um pouco sobre as coletâneas que já foram comentadas nas redes sociais.

Garrafa Vazia: Foram dois splits, o segundo lançado pela Red Star. Registram o material que gravamos ao longo desses doze anos, algumas músicas inéditas. O fato é que sempre tivemos uma visibilidade bacana na América Latina. Ao longo dos anos, saímos em zines, fui entrevistado ao vivo no mesmo programa que o Charlie Harper do UK SUBS, tocamos com bandas hermanas, saímos em coletâneas físicas e digitais. Sempre estamos trocando sons com amigos, bandas, distros da América Latina.

Tem um lance curioso também. Há alguns anos, a ideia era uma tour Paraguai e Argentina, com o pessoal do Chile e Peru colando, mó loucura. O evento principal era num lugar amplo – mas o estádio de rugby onde rolaria o festival perdeu o alvará. Ainda não foi dessa vez. Burocracias kafkanianas. Enfim, os laços sempre foram estreitos, eu gosto muito das bandas punk argentinas, por exemplo. Recentemente, eu e meu filho Ramone aparecemos no clipe da banda argentina Chirigota Social Club.

Pedro Hewitt – Como percebem a inserção de mais um disco no cenário nacional? Aliás, como vocês olham o mercado musical para as bandas que estão crescendo aos poucos?

Garrafa Vazia: O Birinaite Apocalipse saindo agora em cd vai dar um gás bacana pra banda e pro punk rock, sem falsa modéstia. Que nosso som reverencia sim o punk 80 aqui no Brasil, imbatível em sua força de expressão e visceralidade. Agora, quanto ao mercado, o mercado sempre vai existir. O mercado é o espírito “faça você mesmo”. Pequeno ou grande, nichado ou do gueto, macro ou micro. Eu acho que quando uma banda é sincera ela mesmo se encaixa com o passar do tempo em determinado(s) ambiente(s), de pessoas com as mesmas afinidades, gostos musicais. Enxergo assim. Inúmeras bandas boas estão destruindo, lançando registros violentos. Dos mais variados estilos. Basta olhar a arte das capas, o empenho nas redes sociais, gravações buscando atingir a real sonoridade emanada nos plays. Eu sou extremamente otimista. Não há pandemia, não há picuinha, não há má “gestão humana” que prejudique a dança punk da música irromper e chegar até as pessoas.

Pedro Hewitt – Existe um trecho bem interessante na faixa ”Punk do Mato” que fala; ”a honestidade é a melhor ilusão”. De fato, ela pra mim representa, de um certo modo, uma ironia no estado atual que o Brasil se encontra. Com isso, acreditam que foi essa crença na ”nova política” que fez a extrema direita entrar a presidência?

Garrafa Vazia: Esse trecho é uma “licença poética” do poeta americano Carl Solomon, comumente associado com a geração beat. Colega de quarto do Allen Ginsberg no sanatório. Com certeza a fala reforça o senso comum que é a descarada corrupção e o jeito de pensar relaxado e egoísta, sem se preocupar com o outro. É a ética: “por dinheiro fazemos qualquer negócio”. A banalização da vida pública e holofote para a acéfala extrema-direita nos deixam com sangue no “zóio” pra continuar gravando, tocando e levando nosso grito de fúria, indignação adiante.

Pedro Hewitt – O cenário nacional se renovou e se renova a cada dia, então qual é o público de vocês? Levando isso em conta, o que difere o público do final da década de 90, meados de 2009 e o atual?

Garrafa Vazia: A gente brinca que no passado, a galera tinha muita vontade, vontade de tudo! Agitava, dava mosh, pogava sem fim, dando mosh até na passagem de som, em cima da bateria. Nos anos noventa as coisas eram na raça. O acesso era restrito. Isso serviu como ferramenta de motivação. Porque o talento era absurdo, a diversidade e qualidade de bandas era impressionante!

A galera colava nos shows, queria conhecer, trocar figurinha. Eu não comparo os tempos, vejo ainda gana em fazer: pessoas fotografando e montando bandas, escrevendo sobre as gigs, a ânsia pelo registro, por fazer o show mais cabuloso. Dizem que o YouTube “estragou” a surpresa de ir a um show. Discordo. Ao vivo é bem mais legal. E outra: cada fração de temporalidade tem seu brilho próprio. Vivemos agora a era pós Mad Max, ano 01, não é mesmo?

Pedro Hewitt – Ainda sobre o cenário, como definem o Punk hoje? Podemos perceber que existe mais padre rebelde do que os que dizem ser o mesmo!

Garrafa Vazia: O punk está mais vivo do que nunca. O lance do padre levantou muito debate entre os punks, uns dizendo que defender o padre e diminuir os punks era errado, como sempre as pessoas cagam regras enquanto um homem vai lá e faz o corre social com empenho e coragem. Punk hoje é resistência, é união, é pensar e agir pra que as crianças não sejam escravas em um mundo torpe. Punk apoia punk. Vejo que em certos nichos, existe toda uma estética e liturgia punk, mas na hora de lavar a louça muita gente ramela.

Pedro Hewitt – Temos uma terrível realidade em ver pessoas de bandas boas e até importantes causando controvérsias e apoiando o neofascismo, abordando até tais temas como defesa em letras. Confesso que todos estes se venderam, mas o Garrafa Vazia é firme e bate de frente com isso desde sempre. Qual o posicionamento de vocês em relação a isso tudo?

Garrafa Vazia: Um amigo nosso, o Manolo Almeida responde bem essa pergunta. Ele conheceu o Garrafa em 2015. Pra quem não conhece o Manolo Almeida, digo-lhes que ele é frontman do Crise Total, banda punk de Portugal formada em 1983. Diz o Manolo com muita admiração e simpatia que fica feliz que desde que conheceu a banda vê que ela nunca se vendeu, mantendo acesa a chama punk. E nós somos isso. Deixo aqui nosso repúdio e total aversão aos vermes fascistas, nacionalistas.

Nós vamos criticar as posturas racistas em nossos sons, posturas homofóbicas, xenofóbicas, nós vamos defender a causa da liberdade. Ninguém vai desapropriar nossas vidas! Quanto aos grupos neofachos, que adoram lamber bota de milico, esses aí são caricaturas do jogo do patético: adoram rastejar atrás de líderes, alimentados pelo ressentimento, frustração. Retórica vazia, zero. Alimentam o vil preconceito e ódio. São pessoas desprezíveis. É um retrocesso mental, psi quê infantiloide em derrocada, otários de senso gregário colhendo migalhas das migalhas, iludidos que vão encontrar outras ovelhas “papagaindo” uma distorcida mentalidade de quarta série.

Pedro Hewitt – Percebem que com isso o cenário Punk Rock mais uma vez tenha se tornado um campo minado? Assim, criando um clima tenso, com mais subdivisões, com poucas atenções nas ações?

Garrafa Vazia: Tem muito cacique pra pouco índio. Um monte de gente querendo entregar a cabeça do outro. Faço arte, não picuinha. Muita subdivisão sempre, em todos cantos. Fragmentação. No entanto, há diálogo, a união existe sim. E muitas vezes, os old school estão em sinergia total com as novas gerações e fazem a cena acontecer positivamente. O bom do campo minado é identificar quem é quem, quem é verme, passa pano, escória, traíra, etc…

Pedro Hewitt – É fato que colheram diversos frutos ao longo desses anos, tiveram altos e baixos, mas atravessaram rios várias vezes. Existe alguma história em especial que fez a banda evoluir de várias formas? Nem tudo são flores, e os perrengues, algum em especial também?

Garrafa Vazia: A estrada dá “casca”. É preciso passar pela experiência. Pulamos muito muro, ralamos pra caramba, e continuamos nessa, mas digamos que agora tá mais pra hora da colheita. Dificuldades sempre existem. Olho pra frente, nada me desanima. Acreditamos muito no poder do punk rock, do nosso som. Aprendemos com situações difíceis e aproveitamos ao máximo as glórias que surgem no meio da caminhada. Sempre com humildade. Cooperação sim, competição não.

Pedro Hewitt – Sobre as letras, qual a importância do português hoje em dia no Underground?

Garrafa Vazia: Penso que as bandas deviam descobrir o milagre que é a prosódia da língua. Descobrir e deixar-se surpreender com todo arsenal da literatura e a poesia brasileiras e suas bifurcações. Da literatura marginal aos cânones, sem preconceito. E com isso, dialogar, falar a língua do povo. E no punk rock, no hardcore, sempre ressalto a importância em usar a usina, é esse liquidificador sociolinguístico deve exultar como potente vulcão em ação – assim poderíamos reinventar a língua, usar de suas possibilidades fonéticas, bradando por liberdade, igualdade! E as letras quase sempre tem que ser socão minimalista. Mas com reinvenção, mutações. Não basta o protesto ser o fácil panfletário, deve ser um rompante – que choque consciência, que atravesse as pessoas como pura dinamite em verso e sangue.

Pedro Hewitt – Um problema grave aconteceu recentemente; polêmica do Garotos Podres com um ex-integrante. Isso abalou as estruturas da banda e do cenário, mesmo com a postagem explicando, os haters chegaram com tudo. O que acham de ex membros que usam formas como estas para favorecer (ou desfavorecer) a própria imagem e da banda?

Garrafa Vazia: Eu fico longe dessas coisas de “tópicos de internet”. Geralmente efêmero e sem substância. Falo no geral, não com relação ao Garotos, saca? A vida corre também fora da internet. Então, vou cuidar da minha família, reciclar o lixo, cuidar da minha horta. Vou ler meu Kafka, Dostoiévski, Machado de Assis, Milton, Shakespeare. Penso que o punk rock é contra tudo que é careta, reacionário, excludente, controlador – o punk rock é libertação.

Pedro Hewitt – Mario, você é um apaixonado por Punk Rock americano e latino. O que tira de tanta influência e sonoridade? Você usa algo em particular do Brasil como referência?

Garrafa Vazia: Com certeza, sou apaixonado por essas escolas punk. Delas tiro o apreço pela energia transmitidas! Pelas melodias que elas cultivam, vocalizações cativantes, arranjos vocais, guitarras empolgantes. Aprecio o vasto cardápio de tantas sublimes melodias cravadas na alma das pessoas por essas bandas ao longo dos anos. E também tem o lance do groove – sem medo de groove no som – essas referências de bandas hardcore e punk trazem um “balanço” contagiante.

Pedro Hewitt – Sem muita enrolação; quais os tipos de bandas na atualidade que merecem ser entendidas como underground e aquelas que, na opinião e referência de vocês, não merecem ser?

Garrafa Vazia: Prefiro não citar nenhuma pra não ser injusta, mas gosto muito do Test. Eu acho que arte é algo que desperta uma experiência muito particular. É a subjetividade em ação. A arte provoca uma emoção que envolve os sentidos consciência. E sempre haverá um abismo entre discurso/ação, não há dúvida. Tem gente que toca porque precisa da aprovação alheia ou entra de carona e depois cai fora, cada uma na sua. É deixar as pessoas fazerem, não atrasar o lado de ninguém. Só não passamos pano pra nazi, intolerantes e preconceituoso em geral. Eu vejo muito playboy pagando de quebrada, mas se apropriam do discurso e não tem o mínimo recorte real de classe, e vivem cancelando os outros, isso é meio bobo, não? Tem sempre aquela galera paia, cheia de visual e atitude zero. Pois é, com dinheiro compra-se visibilidade, mas não talento.

Pedro Hewitt – Com a tão esperada pós-vacina, o que podemos esperar da banda em relação a tour, clipes?

Garrafa Vazia: Temos muito vontade de cair na estrada. Viver a visceral vida punk. Rever os fãs, a galera que se amarra no nosso som. Viver o calor da convivência, o underground é tão vasto, força que reluz tão promissora no horizonte. Vejo que todo mundo tá com saudade de trocar ideia com a galera nas gigs. Tenho saudade em dar mosh no Ralph, o batera, ao final do show. Agora, quanto ao futuro, sempre estamos em movimento. Com certeza vão rolar clipes e novidades. E queremos gravar o sucessor do Birinaite Apocalipse. Já está bastante “rascunhado” já. Fizemos uma pré produção chulé de alguns sons. Será na mesma ênfase tijolada hardcore punk com alma punk 77. Com a nossa garrafa- identidade – mas com o peso dos anos nas costas, demonstrando maior articulação, a maturidade da banda estará mais uma vez registrada.

Pedro Hewitt – Vida longa ao Punk Rock. Vida longa ao Garrafa Vazia. Espero demais ver vocês em breve nos palcos. Fiquem a vontade para fechar a entrevista. Grande abraço.

Garrafa Vazia: Pedro, nós só temos agradecer você pelo espaço e oportunidade. Respeitamos muito seu trabalho. Você é muito importante, e sabe disso. Vida longa e mais uma vez, obrigado pelo espaço! Queremos deixar um grande abraço aos que acompanham e apoiam o Garrafa Vazia. Digo aos que nos acompanham durante todos esses anos ou que agora descobriram a banda. Aqui não tem é erro, é Garrafa Vazia, chefia! Grande abraço a todos vocês! Punk Rock até o fim! Punk Rock é a salvação!

Para mais informações, shows e merchandise:
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Vimeo: https://vimeo.com/527610587
Contato: mariomariones@gmail.com

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