EPs | Damnatio Memoriae – Ísinkú (Independente, 2020)
28/05/2020 | Por

 

A Ísinkú, mais nova aquisição do cenário Brazilian Black trve, é uma banda ritualística de Ambiental Black Metal originária de Natal, Rio Grande do Norte. A banda teve início como projeto no final de 2018 e se apresentou pela primeira vez em dezembro de 2019 no Natal Caos, organizado pelo festival garagem de rua. A banda se destaca por conseguir uma sonoridade Cascadian sem se desligar das características crua do tradicional black metal brasileiro, apresentando um vocal cantado em língua nativa, e pertinente no combate ao cristianismo.

 

Ísinkú, Black Metal – Rio Grande do Norte

 

A banda teve seu inicio com Breno Xavier na guitarra, que também toca na banda de Blackgrind, Deuszebul, forma a Ísinkú no final de 2018 com Heloísa Saldanha no baixo, representando muito bem a frente feminina no metal extremo, juntamente com João Guilherme no vocal, também envolvido com o cenário Crust potiguar através da banda Abducted e a Ourang Medan, que faz um som experimental misturando sludge, bem na pegada Crowbar, principalmente, porém com vocal mais enegrecido. Anízio Souza na bateria, mas também participa da Herectic Prayer Bastard Kids, na linha grind/powerviolence com uns arrastados característicos do sludge, e por fim Adriano Sabino na segunda guitarra, participando também de diversas outras bandas potiguares desde meados de 2004, como a Rancid Flesh de Goregrind.

Em janeiro de 2020 a banda lança seu primeiro trabalho, Damnatio Memoriae, e desbrava o ano sem nenhuma piedade colocando nas redes sociais o seu novo material de estreia.

 

EP – Damnatio Memoriae, lançado no dia 16 de janeiro de 2020

 

O disco foi gravado no Black Hole Studio, em Natal, por Flávio “horroroso” França e João Felipe, estúdio conhecido por produz material para bandas também de outras regiões, principalmente do nordeste. A mixagem e masterização do disco ficaram por conta do guitarrista Adriano Sabino. A arte da capa e dos encartes da tape e do CD foi feita por Ars Moriendee.

Como se não fosse suficiente, antes mesmo da metade do ano anuncia a venda das primeiras camisetas que exibe a capa do álbum, e um segundo modelo com arte dedicada a 5ª quinta faixa do disco, Ibirapemas.

 

As camisetas podem ser adquirida por meio das redes sociais da banda.

 

As temáticas da banda giram em torno do xamanismo indígena brasileiro. No álbum tece crítica a devastação colonial e as atrocidades contra a natureza sagrada provocadas pelo império. Uma temática que verdadeiramente questiona a autoridade portuguesa frente as que aqui já existiam. Uma questão que repercute mesmo nos dias de hoje com toda a situação atual de tomada de terras indígenas para exploração das riquezas existentes.

 

Foto: Mídia NINJA / Mobilização Nacional Indígena

 

Com o total de 6 faixas, o disco abre com Kuarup, que remete ao ritual indígena praticado na região de Xingú em devoção ao demiurgo Mawutzinin, uma celebração aos seus mortos, com pura melancolia e morbidez contrastando com o som das matas ao fundo, ornamentado à linguagem indígena. A segunda faixa intitulada “matas de morte e supremacia” apela para os riffs blackgaze (comumente apelidado post-black), uma melodia macia misturada a muita agressividade em uma temática que fala sobre guerra, sacrifício em honra pagã, a profunda vingança dos deuses da mata, nos lembrando do fato de os índios terem resistido e ceifado da terra inúmeros portugueses.

 

 

O disco segue para terceira faixa Wãkãtin numa continuidade melódica, dando um quebrada na experiência da segunda faixa e incorporando mais o tradicional nargaroth, anunciam ódio contra os profanos da mata selvagem. A quarta faixa não deixa a desejar, entra arrastada e se torna destruidora. Para quem gosta de Black doom, essa é a faixa indicada. Dessa vez o tema é regeneração e putrefação. A penúltima faixa, Iberapemas, resgata a sonoridade da primeira faixa, com direito a guitarra arrastada e um verso inteiramente cantado em língua indígena, muito blast beat mantendo ainda a tendência Cascadian que ao decorrer do disco é hegemônico, então fecha com a sexta e última faixa, Itaretama, Depressive Black Metal puro. A Ísinkú é sem sombra de dúvidas uma banda para favoritar, seguir e compartilhar com orgulho dessa produção nacional.

 

Ísinkú Mídias:

Bandcamp

Spotify

YouTube

Facebook

 

Tracklist:

  1. Kuarup
  2. Matas de morte e supremacia
  3. Wãkãtin
  4. Reminiscências Tarairu
  5. Ibirapemas
  6. Itaretama

 

Membros:

  • Adriano Sabino (Dr. Gore) – Guitarra
  • Anízio Souza – Bateria
  • Breno Xavier – Guitarra
  • Heloísa Saldanha – Baixo
  • João Guilherme (JJ) – Voz

 

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