Death Box Festival: O primeiro passo foi dado
04/09/2016 | Por
Death Box Festival

Texto: Gustavo Queiroz

No último dia 01 de setembro (sim, infelizmente uma quinta feira), tivemos a realização do primeiro Death Box Festival, organizado e idealizado pelo meu parceiro Alex Maramaldo. Eu até fiz um texto aqui no Detetor de Metal, apresentando um pouco a sua nova produtora Death Box e o intuito da mesma em realizar o festival em questão (você pode ler esta matéria clicando aqui).

E conforme divulgado, ocorreu o show sim! Naquela noite, tivemos a já querida pelos headbangers cearenses Ankerkeria, a estreante 4banned e para fechar a noite, o quarteto talentosíssimo do Torture Squad que está realizando uma turnê com datas bem apertadas, diga-se de passagem. Confira-as!

Torture_Squad_Turne

Mas daqui a pouco eu volto a falar do Torture Squad, pois antes quero dar algumas ressalvas. O festival ocorreu no já conhecido Teatro Boca Rica, um local de fácil acesso à muitos headbangers porém, em quesito de acústica, ele peca um pouco (mas depois de algumas cervejas na cabeça, esse detalhe pode passar despercebido). Programado para começar às 19h (afinal estávamos em uma quinta feira e muitos ainda iriam trabalhar no dia seguinte, e isto foi sim uma preocupação do organizador do evento, Alex Maramaldo) o festival sofreu um leve atraso, mas o que causou tal demora foi a passagem de som da banda Torture Squad. Como eu cheguei cedo e tive acesso ao local antes da abertura dos portões, pude constatar a necessidade de mais tempo da banda paulista em passar o som mesmo tendo o seu produtor responsável cobrando o término da atividade e assim, causando um atraso para que as bandas locais também fizessem a sua checagem de som.

O palco foi montado para caber duas baterias e assim de fato ocorreu, o que me deixa pensativo sobre como isso foi possível. Ankerkeria checou o som e também o deixou pronto para a 4banned tocar. Enquanto isso ocorria, começou a acontecer algo que eu queria muito que tivesse acontecido e de fato ocorreu. “O que seria, Gustavo?” Durante essa montagem de bateria, checagem de som e tudo mais (depois do Torture Squad ter feito o seu check up geral) as bandas começaram a se enturmar, e eu vi a Mayara Puertas – Vocalista do Torture Squad – se interessando pela arte da banda local Ankerkeria. A arte, as camisas e a identidade visual da banda em si, fez com que ela se aproximasse e começasse a trocar uma ideia com a banda cearense. Aí você pensa “Poh, Gustavo! Isso não quer dizer nada. Ela foi só legal naquela hora.” ERRADO, ela pode ter sido legal mas se de fato ela curtiu o trabalho da banda (pois a mesma foi vista durante o show da Ankerkeria e não no camarim, onde ela poderia muito bem estar) ela irá falar e comentar sobre a Ankerkeria por onde ela passar e dizer “Olha, tem uma banda cearense muito boa, a Ankerkeria!”. Nesse meio, a imagem e reputação são extremamente importantes e se você, como banda, tem um trabalho profissional com objetividade e foco, não tenha vergonha de se apresentar pois os grandes músicos – nacionais mesmo, não me refiro nem aos internacionais – eles irão perceber que aquilo é um trabalho sério e com certeza irão dar total apoio e mérito. Depois disto, Mayara começou a compartilhar experiências de sua passagem por outros países sul americanos, como Equador, Chile e Bolívia. O que não deixa de ser um aprendizado para quem escuta! Tudo é válido, quando você está diante de alguém com uma certa estrada mesmo que seja pouca, em relação à jovem vocalista do Torture Squad.

Vamos lá, as apresentações!

ANKERKERIA

Jóice Lopes – Vocals

Arthur Tenório – Drums

Icaro Cavalcante – Bass

Mateus Martines – Guitars

(Informações acima foram puxadas da página. No show houve uma mulher na guitarra, mas não encontrei o seu Facebook).

Dois clipes lançados, camisas prontas e postas à vendas nas banquinhas de merchandising, carinho e admiração pelos fãs (eu sendo um deles), músicos extremamente competentes, identidade visual bem trabalhada no palco e fora dele. O que mais a banda precisa? De um CD, mas acredito que este detalhe já esteja sendo providenciado. O CD é muito importante, para que o material da banda comece a ser propagado pelo Brasil à fora e conquiste cada vez mais novos horizontes, o que não deve ser difícil devido a qualidade da banda. Foi a primeira pergunta que eu fiz à dois amigos (que são colaboradores aqui do Detector de Metal) e que são muito próximos à banda e reforço: Quando sai o CD?

Fiquei maravilhado com a apresentação da banda no FORCAOS 2016 e no Death Box Festival não foi diferente – aliás, foi sim. O som e acústica lá do Boca Rica é bem inferior ao do Anfiteatro do Dragão do Mar, local onde aconteceu o último dia de FORCAOS 2016 -. Já deixo registrado aqui, que quando sair o CD da banda, que a mesma passe pelo Detector de Metal em um momento para conversarmos bastante. Eu falei de identidade visual não foi? Se liguem na arte, de responsabilidade do Iuri Corvalan que é quem cuida disso para a banda.

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ankerkeria no forcaos

Todos na banda passam um estilo que condiz com o som e a proposta da mesma. Mas gostaria de soltar uma observaçãozinha e por favor NÃO me levem como o chato, mas como alguém que se importa e que quer que a performance da banda melhore. Joice, se você estiver lendo isto, por favor, tenta se soltar um pouco mais! Eu te entendo, até por quê eu sou bem tímido também e para falar em público eu fico bem nervoso. A vocalista canta um gutural tão fodido que quando ela vai dar um “oi” pro pessoal, de uma forma tímida e bem calma, com sua voz normal, a gente até leva um susto.  Mas na hora de banguear ela dá conta do recado! Acredito que seria somente ao falar com o público, que merecia mais agressividade. MAS DE RESTO, MEU DEUS TÁ BOM DEMAIS. Ah, e lancem um CD. No Death Box Festival seria uma ótima oportunidade de entregar um CD para a Mayara Puertas do Torture Squad por exemplo, e fazê-la ouvir o som de vocês durante toda a turnê pois eu tenho certeza que a menina curtiu, ainda mais se tratando de uma banda que também possui uma mulher no vocal.

4BANNED

Alex Maramaldo – Vocal & Guitar

Anderson Meneses – Guitar

Ícaro Cavalcante – Bass

João Bosco – Drum

A estreia da banda 4BanneD foi dada de maneira rápida e pesada, rápido no sentido da banda ainda contar com poucas músicas em seu repertório e pesada por ser formada por músicos bem chegados no estilo Thrash/Death mestal. Ela marca o retorno de Alex Maramaldo à cena do metal em Fortaleza. O músico que ficou conhecido e consagrado por ser um dos criadores da Encéfalo ao lado de Lailton Sousa, passou um tempo afastado da cena em virtude do nascimento de sua filha e por conta de seu trabalho e agora retorna aos palcos aos poucos, em grande estilo e acompanhado de grandes músicos que logo de cara mostraram possuir uma excelente sintonia juntos. No entanto, gostaria de ouvir o registro da banda em mídia física para que depois, eu possa melhor formar minha opinião sobre o som da banda. Quanto à apresentação, nada a declarar. Fizeram a parte deles e deram o seu melhor!

4banned

Torture Squad

Mayara “Undead” Puertas (Vocals)

Rene Simionato (Guitars)

Amilcar Christófaro (Drums)

Castor (Bass)

Toda banda de Death/Thrash metal que eu vejo vindo de fora do Ceará para tocar por aqui, eu já penso logo que os caras devem ser fechados e antipáticos demais, e com o Torture Squad não foi diferente. Mas esta imagem foi mudando conforme o Alex Maramaldo me contava que a banda era super de boa e que até toparam conceder uma entrevista ao Detector de Metal.  (Obs: Essa entrevista infelizmente não se realizou por motivos técnicos e logísticos.)

Quando cheguei no Teatro Boca Rica, os músicos estavam passando o som (o mesmo som que demorou um pouco para ficar bacana e ocasionando assim, o atraso do evento). A vocalista Mayara estava meio doente e bem cansada mas estava ali, testando o microfone e o seu retorno em relação ao som. Toda a banda interagiu com as bandas locais, conforme eu já relatei aqui e isso deve ser lembrado sempre.

Algo que me chamou muito a atenção, antes da banda subir ao palco, foi um fato que ocorreu do lado de fora do Teatro Boca Rica envolvendo o guitarrista Rene Simionato enquanto o mesmo fumava o seu cigarro durante a apresentação da banda 4banned.

“Que ocorrido foi este, Gustavo?” O guitarrista Rene foi abordado por um morador de rua, que pediu para fazer um desenho do guitarrista em troca de algum trocado para que ele pudesse comer alguma coisa naquela noite de quinta feira. Ali era uma interação de artistas, um deles sendo músico e o outro sendo um desenhista. Quando eu fui até o lado de fora, o morador de rua já estava esboçando os primeiros traços do guitarrista enquanto o mesmo fumava e conversava com o produtor da Torture Squad. Pois bem, quando eu retornei para o lado de dentro e presenciar o final do show da 4BanneD, percebo alguém vindo atrás de mim e indo em direção ao público. Era o mesmo morador de rua que desenhara o guitarrista Rene no lado de fora. O jovem artista foi guardar suas poucas folhas de papel e seu lápis dentro de sua bolsa já bem usada e suja. Após o material guardado, ele foi curtir o fim do show da 4BanneD! Fiquei sabendo no final do festival, logo depois do show do Torture Squad, que havido sido o guitarrista Rene quem tinha liberado a entrada do jovem artista para ir curtir o restante do festival. É neste momento em que um show de metal vira um espaço para todos os públicos, de diferentes nacionalidades e neste caso, de diferentes classes sociais. No fim, o artista de rua foi agradecer imensamente ao Rene Simionato e elogiou o rapaz com todos os elogios possíveis. De fato, aquele momento deve ter sido único e inesquecível para o rapaz, que até entrar em roda punk o rapaz entrou. Foi demais!

Quanto ao show do Torture Squad, foi impressionante ver a rápida “recuperação” da até então gripada vocalista Mayara Puertas, para que a mesma estivesse pronta para destruir naquela noite. E que show meus amigos! O som estava MUITO bom! Valeu a grana extra que o produtor Alex Maramaldo investira naquele equipamento. Amilcar Christófaro simplesmente destruía em sua bateria pra lá de enorme e a banda estava em sua perfeita sintonia. Talvez este seja um dos lados positivos de se fazer um show seguido do outro.

Após o término da apresentação do Torture Squad, os músicos desceram até a galera e foram tirar fotos. Em seguida partiram todos para a pior parte da noite, desmontar o palco, a bateria e tudo mais! Afinal, a banda tinha um show em Teresina no dia seguinte! É, não é fácil não.

DEATH BOX FESTIVAL

O produtor do festival, Alex Maramaldo, fez uma nota oficial em seu perfil e na página da produtora! Leia agora as declarações do produtor.

Salve galera, queria oficialmente agradecer a todos que compareceram ao Primeiro Death Box Festival, realmente foi muito dificil e um grande desafio organizar esse show em plena quinta feira, mas é isso ai, metal não tem dia e nem hora pra acontecer! Peço desculpa antecipadamente por pequenos imprevistos, agradecer a galera da Ankerkeria e 4BanneD pela força, galera como Icaro Cavalcante, João Bosco, Anderson Meneses, Joice Lopes, Iuri Corvalan, e meu grande parceiro que nem muito fan de metal é, mas estava la para me ajudar, Yuri Cesar, e em especial ao Lucas Almaiden, que esteve ao meu lado desde o inicio me ajudando com a parte de logista e equipamentos, e um puta roadie no palco! A galera do Torture Squad e Equipe(10 pessoas), pela simplicidade e camaradagem.

O Apoio total do Detector de Metal, através do Gustavo Queiroz, que desde o anuncio do show, apareceu pra dar aquela força, ao Tiago HC , com o patrocinio pela THC Tattoo, e algumas pessoas, que ajudaram por atrás disso, mas que em algum momento, pediram para ficar no anonimato!

E totalmente, em PRIMEIRO LUGAR, a VC que compareceu ao evento e pode dar essa força, curtiu, se divertiu, pessoas como o Henrique Moreira Scariotz que desde o inicio me perguntando coisas por inbox ate o dia do evento desesperado pra dar aquele Mosh!, hahaha, Foi foda mano!

Obrigado mais uma vez, sabemos aonde erramos, aonde acertamos, e cada vez mais vamos tentar correr atrás das melhorias, tem sugestão, uma critica? Ficarei muito feliz em saber, so chegar inbox e me falar.

Com certeza, esse não será o ultimo evento, em breve novidades para 2017, espero que curtam! Abraços!

Thrash and Beer!

Death Box

O Detector de Metal deseja vida longa à Death Box! Mais uma produtora séria em nosso cenário só tende a contribuir para a frequência de shows bons em nossa cidade. E não me refiro a atrações internacionais não, dá pra curtir muito show bom com músicos do nosso Brasil!

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