CDs | The Weight of The Crown – Killin’ Ground (MS Metal Records, 2019)
11/10/2019 | Por
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Poucas bandas nascem promissoras. Nem todas percebem a importância que um trabalho de marketing ou de assessoria podem acarretar na repercussão de um primeiro CD. No caso da Killin’ Ground, banda cearense formada em 2015, o disco de estreia do grupo não só está tendo boa circulação por Fortaleza, como também na Europa e na Ásia através da MS Metal Records. O disco de estréia, “The Weight of The Crown”, chegou até nós em mídia física e já apresenta uma ótima qualidade de masterização e mixagem. O disco entrega uma excelente sincronia entre Felipe Fernandes (vocais), Elias Firmino e Léo Brandão (guitarras), Eduardo Melo (baixo) e Ítalo Sampaio (bateria), já no trabalho de estreia do grupo.

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Capa do disco The Weight of The Crown. (Foto: Divulgação)

O material conta com sete faixas, totalizando 43 minutos de audição. As duas primeiras músicas, “The Weight of The Crown” e “Wings For The Fallen” já surpreendem por terem mais de sete minutos de duração. A faixa que abre o trabalho e recebe o mesmo nome do CD, começa com uma bela introdução de piano e em seguida começa o instrumental. A voz de Felipe Fernandes entra potente com o seu vocal “gritante” e rasgado ao mesmo tempo, se mantendo assim durante toda a faixa. O som moderno da banda permite alguns experimentalismos, como solo de baixo seguido por solos de guitarra, ambos explorados nesta mesma canção, o que dá um ar técnico e de muita qualidade.

“Wings For The Fallen” segue o mesmo estilo, mas dessa vez o vocal também paquera com o experimentalismo e isso ocorre logo na introdução quando Felipe narra em tom mais baixa, como se colocasse o ar para dentro dos pulmões. Além disso, nos deparamos com o primeiro refrão melódico do disco. As primeiras duas faixas já apresentam elementos não muito usados pelas bandas de heavy metal de Fortaleza, e sobre isso, a banda explica. “O primeiro CD visa dar uma nova cara ao metal local e conta com elementos de diversos estilos. O trabalho levou aproximadamente um ano e contou com a participação de composições inéditas do ex-guitarrista Victor Catrib e a participação especial de Pilho Silva, grande músico local”.

A terceira faixa, “Broken Mirrors”, é uma das faixas mais rápidas e influenciadas pelo Thrash Metal. A bateria cadenciada é bem diversificada e apresenta várias tipos de linhas durante toda a música. O vocalista Felipe usa e abusa de gritos, alguns sendo até mais rasgados que o normal. Aos fãs de “palhetadas” na guitarra, esta música também é uma refeição completa, digna de fazer grandes mestres como Jon Schaffer, do Iced Earth, se orgulharem. A faixa “Reverse the hunt” começa com uma introdução que nos faz pensar que a música seguirá novamente um estilo mais Thrash Metal, mas é só o começo. A faixa apresenta linhas melódicas de guitarras em alguns momentos, e confesso que neste ponto do CD sinto falta de mais linhas vocais melódicas e acredito que esta faixa seria perfeita para explorar um pouco mais esta característica.

A faixa “Another Day In Hell” começa bem agitada e apresenta backing vocals melódicos, o que me agradou muito, pois enquanto Felipe segue a linha da voz rasgada, os guitarrista dão apoio com vozes mais limpas e melódicas. Não posso deixar de mencionar o nome da música que é bem chamativo. A faixa claramente poderia ser um single da banda.

O disco finaliza com a obra prima “No Promise From The Land”, faixa mais longa do disco. Sua introdução bem ao estilo “noite nas arábias” causa curiosidade, principalmente com a dobradinha baixo e bateria que se segue. A música vai crescendo aos poucos por conta dos grooves da guitarra. Por 2 minutos e 16 segundos nós temos apenas instrumental, e quando você acha que virá o vocal rasgado que esteve presente em 90% do disco, a banda nos surpreende mais uma vez. A voz entra limpa e melódica, mas não dura muito tempo. Quando a música chega na metade, os instrumentos começam a se destacar mais uma vez, bem ao estilo Iron Maiden quando todos os músicos, exceto o vocalista, comprova a ótima sintonia e a qualidade de suas habilidades, cada um no seu instrumento. Riffs marcantes, empolgantes e até experimentalismos “árabes” aparecem neste momento. A bateria sabe respeitar o momento da música e acompanha o ritmo e os vários solos que são apresentados. Uma verdadeira obra de arte!

O disco encontra-se completo em todas as plataformas digitais e pode ser adquirido em mídia física também com os integrantes. A versão física foi lançada pela MS Metal Records e está distribuído pela Voice Music, que entregará o material em lojas especializadas por todo o Brasil.

Killin’ Ground é:

Felipe Fernandes – Voz
Léo Brandão – Guitarra
Elias Firmino – Guitarra
Eduardo Melo – Baixo
Ítalo Sampaio – Bateria

Redes sociais

Facebook | Instagram: @killingroundband

Contato: killingroundmetal@gmail.com

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