CDs | The Oracle – Brave (Anti Posers Records, 2020)
04/03/2020 | Por

A banda Brave, formada a mais de 20 anos no interior de São Paulo, se auto intitula “Brutal Power Metal” não atoa. Seu som consegue unir toda a melodia, atmosfera épica e sensação de uma “batalha medieval sonora” do Power com a brutalidade, força e visceralidade do metal extremo ao mesmo tempo que alterna 3 tipos de vocais diferentes! Indo desde o vocal mais limpo e extenso, de notas graves a notas bem agudas, passando por um vocal mais rasgado (que em alguns momentos me remeteu muito ao estilo vocal de Gene Simmons, baixista e vocalista do Kiss e Rob Halford, vocalista do Judas Priest) e indo para o gutural mais sujo.

Foto: Leandro Almeida

As 8 músicas do álbum tratam de assuntos corriqueiros do chamado (e amado por quem vos fala) “Power Metal espadinha”, com músicas sobre mitologias, medievalismo, batalhas, Odin, Valhalla e guerreiros. A sonoridade também contribui para este clima que faz a cabeça de jogadores de RPG (este disco encaixa perfeitamente caso você, caro leitor, esteja a procura de uma trilha sonora para sua sessão).

Porém nem tudo são flores (ou lindas elfas, numa linguagem de “power metaleiro”). A maior critica que me vem a cabeça após ouvir a obra é em relação as linhas vocais de Sidney Millano, que soam mais altas que o restante do instrumental, muitas vezes encobrindo o som das cordas. Senti falta de demais efeitos na mixagem vocal, como reverb, eco e etc. A voz também chega a soar muito seca nas passagens limpas e muito volumosa nas passagens rasgadas e guturais. Porém nada disso estraga a experiência de ouvir o disco.

De acordo com Sidney, “a banda teve uma dose de amadurecimento e muito mais gana” e de fato, o que se ouve no disco são riffs muito maduros, composições cheias de inspiração e algo muito importante que é raro de se ver nos dias de hoje, a vontade pura e genuína de se fazer um som pesado, honesto e forte. São músicas pesadas e feitas de headbanger para headbanger, algo muito sincero e original.

Outro ponto louvável da banda é seu comprometimento para com seus shows, onde o grupo se utiliza de cenografias, vestimentas e performances especialmente criadas para os espetáculos, trazendo a platéia um verdadeiro SHOW no mais puro sentido da palavra (outro ponto que sinto falta em muitas bandas de metal dos dias atuais e que, para mim, é um elemento importantíssimo para atrair público). De acordo com a banda “o palco é onde acontece o seu ritual sagrado”.

A capa mostra uma estátua de forma demoníaca (semelhante a uma gárgula) em meio a um altar de chamas, enfrentando clássicos guerreiros medievais com grandes espadas, armaduras e cavalos de guerra em um cenário montanhoso.

Fortemente indicado tanto para amantes do Power Metal (tanto o clássico quanto suas vertentes) quanto para adoradores do Melodic Death Metal (Melodeath para os íntimos) de bandas como Amon Amarth e Children of Bodom.

Tracklist:
1 – Intro (instrumental)
2 – Firestorm
3 – The Oracle
4 – We Fight For Odin
5 – Valhalla
6 – Wake The Fury
7 – Fall To The Empire
8 – We Burn The Heart

Lineup:
Sidney Millano – vocal
Carlos Bertolazi – guitarra
Ricardo Carbonero – baixo
Carlos Alexgrave – bateria

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