CDs | Resonance – Felipe Andreoli (Independente, 2021)
04/04/2022 | Por

Com uma bagagem enorme nas costas e muita inspiração para mostrar, o mundialmente renomado baixista Felipe Andreoli (Angra, Matanza Ritual) trouxe em 2021 seu primeiro trabalho solo com financiamento coletivo e diversos nomes de peso em sua ficha técnica que provam que se trata de um trabalho sério, maduro e minucioso.

Com Brendan Duffey (responsável por discos de bandas como Almah, Nervosa e Angra) assumindo as produções junto do próprio Felipe, o disco nos apresenta um primos em termos de técnica, composição e arranjos. As influências vão desde o clássico metal progressivo praticado tanto por sua banda principal quanto por nomes como Dream Theater e Opeth, passando por influências mais pesadas como Djent e até mesmo diversos momentos de jazz fusion e rock progressivo clássico.

O trabalho também conta com um time pesadíssimo responsável pelo instrumental. Além de Felipe, também participam do disco Kiko Loureiro (Ex-Angra, atual Megadeth), André Nieri (Virgil Donati), Brett Garsed (Nelson), Guthrie Govan (Asia, Steven Wilson), Dino Jelusick (Whitesnake), Virgil Donati (Planet X, Steve Walsh, Mick Jagger e carreira solo) e Simon Phillips (Asia, Judas Priest, Toto, The Who). Todos trazem para o trabalho um ecletismo e uma fusão de repertórios extremamente rica e muito coesa!

O disco também traz a forte aura de liberdade e renovação na vida de Felipe, que além de vivenciar o nascimento de seu primeiro trabalho solo, também passou pelo nascimento de seus primeiros dois filhos, marcando assim uma nova fase para o músico, que aparenta viver um dos momentos mais frutíferos de sua carreira e vida pessoal. O trabalho soa exatamente como o artista gostaria de soar e demonstra uma vasta gama de referências e vivências que fizeram esse trabalho tão diferenciado ser possível.

A capa ficou por autoria de Gustavo Sazes, inspirada no experimento do “Prato de Chladni”, que nos permite “visualizar” as frequências sonoras através do fenômeno da ressonância acústica. Gustavo cria a arte usando pó de café representando tanto ondas sonoras quanto o símbolo que representa o trabalho. A arte de capa me parece representar a marca original de Felipe sob diversas referências (simbolizadas pelas ondas sonoras) musicais e pessoais, junto das suas raízes brasileiras (representadas pelo pó de café).

As linhas de baixo são, claro, o destaque. O músico se mostra extremamente solto e envolvido na música, criando linhas que fazem parecer que os dedos do baixista sambam ao longo do braço do instrumento e fazem quem escuta transitar por todas as possibilidades viscerais e mágicas que o baixo proporciona, principalmente nas mãos de Andreoli. Mesmo sendo o principal instrumento no trabalho, este não rouba a cena em nenhum momento, estando em completa harmonia tanto musical quanto técnica com os demais instrumentos, que se mostram todos equilibrados quando se trata de competência artística e quebram todos os limites de criatividade que se pode imaginar!

Com nuances progressivas de Dream Theater, Yes, Angra e ELP, muito jazz fusion e sem perder em nenhum momento o peso característico do metal, o primeiro trabalho solo de Felipe Andreoli mostra que o Brasil é um verdadeiro berço sonoro muito amplo e que os anos de estrada só refinaram a maestria já consagrada do renomadíssimo músico. Se você quer uma viajem musical estonteante e profunda, este disco é O disco!

OUÇA O DISCO NO SPOTIFY

Tracklist:
1 – Driven
2 – Resonance
3 – Thorn In Our Side (Feat. Simon Phillips & Dino Jelusick)
4 – Not A Day Goes By
5 – Metaverse (Feat. Virgil Donati & Andre Nieri)
6 – Neutron Star (Feat. Brett Garsed)
7 – Chaos Theory
8 – Down The Line (Feat. Guthrie Govan)
9 – Sagan (Feat. Kiko Loureiro)
10 – Thorn In Our Side [Instrumental] (Feat. Simon Phillips)

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