CDs | Berserker – Amon Amarth (2019)
10/05/2019 | Por

A banda de Melodic Death Metal Amon Amarth lançou em maio de 2019 seu mais recente disco, chamado Berserker, produzido por Jay Ruston, lançado pela Metal Blade Records e trazendo 12 faixas inéditas, sendo o 11o disco na carreira da banda e o primeiro a contar com Jocke Wallgren, que entrou na banda em 2016.

O disco abre com Fafner’s Gold, que traz uma intro épica de violão e sintetizador, com belas melodias e criando toda uma ambientação. Logo em seguida fica mais pesada, com um riff forte e uma melodia que provoca uma sensação de adrenalina no ouvinte, o refrão é épico, feito para ser cantado em uníssono ao vivo. O breakdown foi pensado para um bate-cabeça intenso e encerra com uma narração que retoma a ambientação épica do inicio.

Crack the Sky começa com um riff que remete muito a clássica Pursuit of Vikings (do disco fate of norns, de 2004), a melodia acompanha a linha vocal e a bateria remete a uma marcha de guerreiros. O refrão e solo soam como se fossem pensados para serem cantados ao vivo pela plateia.

Mjölner, Hammer of Thor começa com o som de batidas de martelo (referindo-se ao Mjölnir – martelo do Thor na mitologia nordica), dando espaço para um riff de guitarras gêmeas épico que prepara para a explosão sonora que virá (que é ainda mais épica). No refrão, o tom da música sobe junto com a intensidade que ela passa, que nos leva para uma parte B violenta e ainda mais intensa.

Shield Wall é bruta, pesada e forte, onde o instrumental passa toda a violência de uma batalha viking medieval, levando para uma parte B calma, com dedilhados de guitarra e uma ambientação tensa, até o momento em que o ouvinte é levado para um breakdown mais violento que soa como um soco na cara e encerra novamente calma, com mais dedilhados, como se a batalha tivesse terminado.

Valkyria é épica, soando como a chegada das guerreiras míticas ao campo de batalha, com melodias lindas e ao mesmo tempo brutais e fortes, levando ao encerramento com um piano calmo e melancólico, como se a valquiria ja tivesse levado a alma do guerreiro falecido para os salões de Valhalla.

Raven’s Flight abre com um riff sujo que transita de fone em fone no início antes da música em sí começar, apresentando peso e melodia equilibrados, passagens mais groovadas e solos em guitarras gêmeas característicos da banda.

Ironside tem uma intro calma que cria uma ambientação antes da parte pesada iniciar, com melodia, velocidade e peso em harmonia, o refrão é pesado e violento, levando a uma ponte épica com corais ao fundo. O dedilhado calmo do inicio volta com uma linha vocal limpa cantando uma melodia semelhante as cantadas por guerreiros nórdicos antigos, antes do refrão voltar com peso.

The Berserker at Stamford Bridge possui um riff muito melódico com guitarras muito harmonizadas, um andamento mais cadenciado e guitarras que acompanham a melodia vocal. A ponte leva o ouvinte a um break brutal e forte, seguidos por uma passagem cantada em primeira pessoa na voz do eu-lírico (Berserker), onde Johan (vocalista) muda o estilo de cantar para simular o personagem urrando e provocando um confronto.

When Once Again We Can Set Our Sails tem uma intro em harpejos apenas em guitarras gêmeas, com uma levada mais cadenciada que remete a musicas de Heavy Metal tradicional, junto de um refrão épico como um grito de guerra. De longe é uma das musicas mais épicas do disco, onde nota-se influências de bandas como Iron Maiden nos riffs.

Skoll and Hati começa violenta, avassaladora, rápida e intensa, com uma linha de bateria descomunal e virtuosa que se destaca e uma ponte muito melódica com um belo duo de guitarras (mais referencias ao Heavy Metal tradicional).

Wings of Eagles tem uma intro de bateria avassaladora que antecede uma parede sonora pesadíssima, com um refrão pensado mais uma vez para ser executado ao vivo e cantado com a plateia nos shows. O duo de guitarras recebe destaque e é bem marcante e épico.

Into the Dark abre com uma linha de piano e cordas que constroem um clima épico para encerrar esta obra prima, depois a guitarra sola uma bela melodia em fade in (quando o som do instrumento recebe mais volume aos poucos), antecedendo uma bateria cadenciada. É a musica ideal para finalizar um disco tão épico, chegando a soar como um encerramento de filme. A musica encerra novamente com a ambientação de piano e cordas do inicio.

 

Sobre o disco em geral, a voz de Johan soa clara, onde o ouvinte compreende o que está sendo cantado e ainda tem toda a experiência pesada do vocal gutural. O instrumental é visceral e virtuoso, repleto de lindas e épicas melodias, com destaque para o alto nível técnico da bateria.

As letras do disco trazem as temáticas clássicas da banda, temas medievais, paganismo e guerras viking ja esperados pelos fãs da banda. A experiencia é ideal para amantes do metal extremo, metal melodico e de musica bem executada e composta.

 

tracklist:

  1. Fafner’s Gold
  2. Crack The Sky
  3. Mjolner, Hammer Of Thor
  4. Shield Wall
  5. Valkyria
  6. Raven’s Flight
  7. Ironside
  8. The Berserker At Stamford Bridge
  9. We Can Set Our Sails
  10. When Once Again
  11. Wings Of Eagles
  12. Into The Dark

lineup:

  • Olavi Mikkonen − lead guitar
  • Johan Hegg − vocals
  • Ted Lundström − bass
  • Johan Söderberg − rhythm guitar
  • Jocke Wallgren − drums
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