Bandas | Crashkill: Thrash Metal do Futuro
26/01/2021 | Por

Um dos filmes de ação mais elogiados da história sem dúvidas é o Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, dirigido por James Cameron e lançado em 30 de agosto de 1991. Na trama que dá sequência ao primeiro filme da franquia estrelada por Arnold Schwarzenegger, John Connor, agora criança, precisa se proteger dos ataques do T-1000, um robô que veio do futuro para destruir o menino que se tornará a chave para a vitória da civilização sobre uma rebelião dos robôs.

Este é um dos cenários mais famosos da cultura pop e que também influencia outros ramos da arte. Em Fortaleza, a banda Crashkill uniu o som do thrash metal com o tema e produziu um disco que traz este cenário de um mundo dominado pelas máquinas. “O disco foi criado se baseando no conceito de dominação da humanidade pelas máquinas e toda sua tecnologia. Isso também está atrelado a questão da inteligência artificial, que foi algo criado para atender os desejos dos humanos, e agora se rebela contra eles”, explica o baterista Mailson Buson. Mesmo o tema se remeter um pouco ao filme, Buson conta que o Exterminador do Futuro não foi bem uma fonte de inspiração. “Para a criação do álbum nós não tiramos nada do exterminador e também do Guerra dos Mundos, que é outra obra que abraça o tema. Sempre fomos fãs de filmes de ficção e minha experiência na área de TI também me fez ver na prática esses conflitos entre homens e máquina”, explica.

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Capa do álbum. (Foto: Divulgação)

O disco Consumed by Biomechanics (2020) é o primeiro álbum completo da banda de thrash metal cearense. Até abril, a Crashkill só havia lançado um EP intitulado de Hate Zone (2017), trabalho no qual rendeu ótimas críticas e convites para a banda se apresentar em eventos como o Garagem Sounds, festival local que aconteceu na praça verde do Dragão do Mar em 2018. De lá pra cá, a banda se concentrou na produção do que viria a ser o seu primeiro disco completo, que ganhou as prateleiras das lojas especializadas por todo o Brasil em abril de 2020. O Consumed By Biomechanics traz nove faixas, sendo a Year of Darkness a única faixa remanescente do EP Hate Zone, mas que no álbum ganhou uma regravação com a formação atual.

Trazendo uma sonoridade bem regada ao thrash metal old school, a Crashkill acrescentou um pouco de suas influências no som, criando assim um disco que soa parecido com o que algumas bandas de thrash metal da bay area norte americanas produziam nos 1980 e 1990. Headbangers de todo o mundo poderão encontrar algumas pitadas de Exodus, Testament, Kreator e até Death Angel, mas não se enganem, o som da Crashkill é de muita originalidade e identidade única. O baterista Buson conta que o diferencial do Consumed By Biomechanics está em sua produção e gravação, toda trabalhada para entregar uma sonoridade natural. “Queríamos entregar um disco em que o ouvinte ouvisse e achasse que ele todo foi gravado como se fosse ao vivo, meio que ao mesmo tempo. Isso dá uma naturalidade e deixa o som com mais clima de show”, explica.

Essa característica na gravação foi um feliz acerto da banda, principalmente por terem conseguido aproveitar ao máximo o potencial do vocalista Renato Ferreira, que entregou uma performance agressiva e eclética, mesclando momentos agudos com graves. Sua voz me lembra muito a de Steve “Zetro” Souza, vocalista do Exodus, mas infelizmente não ouviremos mais a voz de Renato ao vivo com a banda. Como a maioria das bandas de metal do Brasil, a Crashkill é independente e os membros possuem empregos e carreiras nas quais exigem prioridade e atenção de cada um. “Renato resolveu seguir a profissão de fonoaudiólogo, o que não iria mais ter tempo para se dedicar a banda. Sua saída foi tranquila e ele continua nosso amigo”, explicou o baterista Buson. Para escolher um novo vocalista, a banda realizou uma série de testes e acabaram selecionando Idemar Senzuko para o posto. A banda é composta ainda por Jean Pinheiro e Valter “DoomRiff” nas guitarras e Fernando Gonçalves no Baixo.

Mesmo com o Consumed By Biomechanics tendo sido lançado recentemente, a banda já segue trabalhando em novas composições de um novo EP para o começo de 2021. O trabalho novo ainda não teve temática e nem data de lançamento divulgados. “Nossos planos são de, assim que voltarem os shows, poder divulgar mais um pouco o álbum e levar o nosso merchandising que produzimos durante a quarentena para vender nos shows”, finaliza o baterista Buson. Além do disco físico, a banda também comercializa porta latas, camisetas, porta copos e sua própria cerveja Killing Peace. Todos os produtos são temáticos com a logo e com as artes da banda.

Quem quiser ouvir a Crashkill, a banda está em todas as plataformas digitais. O álbum Consumed By Biomechanics e outros produtos mencionados acima podem ser adquirido diretamente com a banda ou nas lojas locais Jazigo Loja e Distro (Benfica) e Planet CDs (Galeria Pedro Jorge, no Centro).

 

Formação

Idemar Senzuko – Vocal

Valterdoom – Guitarra

Jeff Nascimento – Guitarra

Fernando Gonçalves- Baixo

Buson Drummer – Bateria

Instagram: @crashkillthrash | Facebook | Bandcamp

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