Aos 45 do segundo tempo, o Forcaos 2017 acontece de forma magistral
15/08/2017 | Por

Resenha por: Gustavo Queiroz

 

O mês de julho ia se passando e nada de termos nenhuma informação a respeito de uma possível edição do Forcaos, este tão conceituado e respeitado festival de música underground independente da cena de Fortaleza. Shows internacionais iam se confirmando por Fortaleza, até mesmo alguns festivais locais, mas nada do Forcaos. Conversei diretamente com o presidente da Associação Cultural Cearense do Rock , (principal responsável pela produção e realização do Forcaos) Amaudson Ximenes, e ele me garantiu que o Forcaos iria rolar e em alguns dias seria anunciado a programação do festival e os seus respectivos locais de realização. Dito e feito! Dias depois, nosso Facebook e alguns portais de comunicação da cidade, divulgaram os cartazes dos locais, horários e as bandas que fariam parte da 17ª edição do Forcaos.

 

forcaos 2017

 

O primeiro dia do Forcaos 2017 ficou sob os cuidados das bandas: The Andies, Bull Control, Até Tudo Desmoronar (ATD) e In No Sense tocando no Theatro José de Alencar, local que já recebeu outros eventos da ACr, como por exemplo, o Sexta Rock.

 

1º Dia – 21/07 – Theatro José de Alencar

The Andies é uma banda de Pacatuba, um município próximo à Fortaleza! Subiram no palco caracterizados com roupas formais e bem no estilo anos 50, com direito até a suspensório usado pelo guitarrista e vocalista Lucas Queiroz. O seu rock alternativo com uma pitada de clássico foi o diferencial do primeiro dia do Forcaos, que a partir daí, iria contar com bandas mais Core, digamos.

the andies

 

A Bull Control assumiu o palco do TJA (como gostamos de chamar o Theatro José de Alencar) e começou os trabalhos mais hardcores daquela noite. A banda levou músicas do seu EP “Mundo Paralelo” aos ouvidos dos presentes. Quero destacar a música “Corra os Riscos” deste mesmo EP, que você pode conferir nas plataformas digitais. Música rápida, sem frescura mas com um refrão simples e que fica na sua cabeça. Pelo menos na minha ficou! POW, POW, POW, POW… POW!

 

bull control

 

Todo festival tem o seu ápice, e ele ocorreu quando a banda Até Tudo Desmoronar quase desmorona o palco do primeiro dia do Forcaos (perdão pelo trocadilho, mas eu tive que fazê-lo). O melhor verbo que resume o que foi o show deles é justamente este, desmoronar. Hardcore puro, veloz e com letras agressivas que “cospem opiniões fortes”, como eles mesmos gostam de falar. A música “Desumanização em Massa”, do primeiro álbum “Fim da Capacidade de Pensamento”, ganhou um videoclipe! Nada mal para uma banda formada em 2016 e que com pouco tempo, já vem desmoronando teatros e espaços públicos da cidade. (Obs: Desmoronar, nesta resenha, está sendo usado no bom sentido, ok?)

ate tudo desmoronar

Fotos: Raphael Joer

 

A primeira noite do Forcaos terminou com a talentosíssima In No Sense e o seu som forte e melódico ao mesmo tempo. A banda tocou músicas do seu novo CD “Despertar”, lançado ano passado fisicamente e digitalmente. O disco teve os toques finais feitos pelo conhecido produtor Adair Daufembach, conhecido por ter trabalhado com o Project46, John Wayne e entre outras bandas do estilo, que são influência da própria In No Sense. Daí você tira que o trabalho de estúdio dos caras é altamente bem feito, e ao vivo, nos empolgamos com a energia de todos, a começar pelo vocalista Jeferson Veríssimo que faz um belo trabalho de frontman. A banda fez um documentário sobre toda a jornada de gravação e produção do CD “Despertar” e você pode conferí-lo no canal oficial da In No Sense no Youtube.

 

2º Dia – 23/07 – Centro Cultural Patativa do Assaré

Eis que chegamos ao 2º dia do Forcaos, e ele ocorreu no Centro Cultural Patativa do Assaré, localizado no bairro Conjunto Ceará. O bairro é periferia de Fortaleza e considerado um dos mais perigosos da cidade. O desafio aqui foi ocupar um espaço ameaçado de leilão por parte do Governo do Estado. Pois é, estão querendo se desfazer do Centro Cultural Patativa do Assaré e construir um shopping no local (foi o que moradores do local me falaram). O 2º dia do Forcaos aconteceu lá e contribuiu com a programação que o espaço vem fazendo, mostrando às autoridades de que aquele local é usado e de que ele merece continuar funcionando em prol da manutenção da cultura e do lazer da região. A ocupação foi um sucesso e muitas pessoas se fizeram presentes naquele dia, tanto do lado de dentro curtindo e conhecendo as bandas, quanto as que só ficaram do lado de fora bebendo e conversando. É importante destacar que o leilão do espaço foi suspenso!

 

A Fist Banger abriu o dia. E quando é a Fist Banger que vai abrir o dia, você já sente que o evento vai ser muito louco. Mas confesso que eu não gostei de eles terem sido a banda de abertura. O fato se deu devido a necessidade do vocalista Vinny Fist precisar se fazer presente em um outro evento mais tarde, e portanto, pediu que a Fist Banger fosse a primeira. O que eu considero injusto pois a banda tem bagagem, tem fãs, e tocando logo no começo, tocaram para talvez uma dúzia de pessoas, já que o público tem mania de nunca assistir a primeira banda (muitos nem sabiam que ele seria a primeira, pois a mudança foi feita um dia antes do show e não foi possível informar a ordem das apresentações a tempo). No mais, show impecável, rápido e bem no que a Fist Banger tem de proposta. A banda confirmou que estão com 11 músicas prontas para serem gravadas, dando origem ao seu primeiro debut.

Fist Banger no Forcaos

Foto: Aline Martins

 

A banda mais nova da noite, Masmorra, foi a segunda a subir no palco e tocar o seu som cheio de influência das mais variadas bandas possíveis. “No som da Masmorra, algumas influências clássicas como Pantera, Sepultura e Slayer aparecem combinadas com Machine Head, Behemoth, Mastodon e Immortal, como eles mesmos enfatizam. E o show é tudo isso mesmo, muitas influências juntas e com direito até a uma participação mais Grind do baixista Victor Rasga, deixando o baixo no chão e assumindo os vocais com os seus impressionantes berros e gritos em sua música “Diarreia Universal”, de quase 1 minuto.

 

Masmorra Thrash

Foto: Raphael Joer

 

Betrayal sobe ao palco do Centro Cultural Patativa do Assaré para começar as rodas, que até então estavam meio sumidas. E desse show animal e altamente energético, quero destacar o momento em que toda a lendária Oráculo subiu ao palco. O baterista da Betrayal, Sula, toca também na Oráculo e os demais membros da banda estavam no local, como o baterista da Fist Banger, Paulo Henrique, sendo o guitarrista e fundador da Oráculo. A Betrayal, ao lado dos membros da Oráculo, tocaram a música Dreams Come True, da demo Shadows de 1998. A Oráculo, para quem não sabia, está sim em atividade e com um novo CD praticamente pronto, faltando apenas a prensagem. O novo CD, denominado Disciples of Metal, conterá 9 faixas e precisa de uma ajuda para se tornar realidade! Quem quiser e puder ajudar, pode procurar a banda no Facebook ou contactar o Detector de Metal pelas redes sociais ou pelo site.

 

Betrayal no Forcaos

Foto: Raphael Joer

 

Sobre a Betrayal, a banda está lançando um novo CD para este ano ainda.

 

O 2º dia do Forcaos 2017 anunciava o seu fim quando os acordes sombrios e obscuros foram dados pelo pessoal da Obskure (eu juro que os trocadilhos estão saindo sem querer). Outro desafio da noite foi de colocar os 6 membros da banda naquele palco muito mais apropriado para um power trio. A Obskure protagonizou uma das cenas mais legais de todo o Forcaos, que foi o Mosh do vocalista Germano Monteiro e o público o segurando e levando-o de volta ao palco. E segurar o Germano não é uma tarefa fácil, porque o rapaz é grande (risos). Só senti falta de uma possível execução da música DEVILS (Motörhead) que foi recentemente gravada pela Obskure para o o tributo “Going to Brazil… the Brazilian Tribute to Motörhead”, organizado pela Secret Service Records. A versão gravada pela Obskure, você pode conferir clicando aqui.

 

obskure no forcaos

Foto: Raphael Joer

 

3º Dia – 28/07 – Vila das Artes

O terceiro dia do Forcaos 2017 voltou para o centro da cidade, próximo do Theatro José de Alencar (local do primeiro dia). Este foi o dia em que eu diria ter tido duas bandas veteranas e duas “novatas” no Forcaos, e daí o desafio: Será se daria público? Me questionei isto pois por aqui ainda há preferência da galera por bandas veteranas e que tocam com frequência. Mas ainda bem que me enganei e deu um público bom na acochegante Vila das Artes.

 

A estreante Corja começou com tudo. A banda está junta desde janeiro de 2017 e nesse curto período de vida já começam a causar boa impressão por onde tocam e no Forcaos não foi diferente. “Qual o nome dessa banda?” Foi o que eu ouvi de algumas pessoas ali na Vila, causando interesse por quem passava. Um baterista canhoto, as cordas da banda com muita energia no palco e protagonizando riffs extremamente fortes e pesado, somados ao vocal agressivo e dinâmico de Haru Cage, fazem da Corja uma banda que surgiu para alcançar muitos objetivos. Ainda não há registros da banda, mas vamos aguardar um pouco e dar tempo à eles, que já estão em processo de produção do seu primeiro EP intitulado de “Insulto”.

Corja no Forcaos

 

Todo mundo sabe que o Rock foi criado na Inglaterra. Mas o que acontece quando ele é feito no cearenses?” foi assim que anunciei a banda The Good Garden, que leva com muito bom humor, o nome em inglês de um bairro aqui de Fortaleza, o Bom Jardim. Rock N Roll clássico com letras bem humoradas e divertidas ao estilo rock dos anos 50 para dançar junto. O baterista Cícero Alexandre, é dono de um bar chamado “Toca Good Garden” e ajuda na circulação e movimentação das bandas do bairro Bom Jardim e adjacências (Conjunto Ceará, Parangaba, Maraponga e etc.) É um excelente ponto de encontro da galera dessas áreas e um excelente local para conhecer várias bandas também.

 

The Good Garden

Foto: Jaqueline Peres

 

Houve um momento em que o tempo quis atrapalhar a noite do Forcaos na Vila, mas não durou mais do que 10 minutos para encerrar a tímida chuva que apareceu por lá. Em clima de Guaramiranga (famosa serra aqui da região cearense) a banda Andes trouxe a sua sonoridade alternativa e bem propícia para o momento frio e refrescante da noite. A banda vem de umas apresentações em Cabo Verde e já prepara a produção do seu novo trabalho de estúdio.

 

Andes no Forcaos

Foto: Jaqueline Peres

 

E ficou com a revelação do death metal cearense de 2016 fechar o terceiro dia do Forcaos 2017. Estamos falando da banda Ankerkeria, que vem fazendo shows apresentando a sua nova formação com Felipe Facó na guitarra, Alessandra Castro no baixo, Marcus Teixeira na Bateria e a veterana/fundadora Joice Lopes nos vocais. A Ankerkeria apresenta uma sonoridade macabra e bem brutal junto de suas letras anti-religião. A banda tem clipes em seu canal no youtube, camisetas, músicas próprias mas até agora nenhum CD ou EP.

ankerkeria no forcaos

Foto: Jaqueline Peres

 

4º Dia – 29/07 – Anfiteatro Dragão do Mar

Vamos falar do dia mais caótico de todo o Forcaos 2017? O encerramento do festival ficou sob os cuidados da Warbiff, Thrunda, Damn Youth, S.O.H. e Pandemmy (esta última, vinda diretamente de Pernambuco) e ocorreu no Anfiteatro do Centro Cultural Dragão do Mar, espaço conhecido da cidade por fomentar e concentrar diversas culturas e programações para todos os públicos. O dia ficou registrado com pequenas confusões de pessoas que não estavam ali pelo metal e sim para aparecer (mas isso nem afetou o festival). Não posso deixar de citar o dono do som que estava com pena de usar os seus retornos, a animação do público, muitos, eu disse MUITOS moshs da galera, no qual ocasionou o desligamento do som por parte do dono deles durante uma das músicas da Damn Youth.

 

Warbiff

A banda liderada por Daniel Biff mostrou-se firme em palco, mesmo eu sentindo falta de uma presença um pouco mais animada para uma banda de Thrash Metal que já recebeu elogios de grandes veículos especializados do Brasil, como a Roadie Crew. Acredito que esse trabalho deva ficar para a guitarra e o baixo, já que Daniel (conhecido Biffão) toca guitarra e canta também, de forma bem agressiva e cumprindo bem o seu papel de frontman. A banda vem tocando músicas do seu mais novo disco, o Pigs Parliament, lançado neste ano. Dentro do setlist, ainda tivemos um cover da música “Mundo em Alerta” da banda Taurus, tocada pelo quarteto “warbiffmático”.

 

Banda excelente, que subiu pontualmente ao palco (pois se tratava de um festival e pontualidade é a chave do sucesso) mas que encontrou um público acostumado com atrasos ou que parece não curtir muito chegar cedo e prestigiar a primeira banda. A Warbiff tocou: Blessed For What?, Welcome to the Warbiff, Searching for Light, Pigs Parliament (dedicada ao nosso parlamento brasileiro), War in The Name of God, Thrash or be Thrashed, Eternal Violence e Mundo em Alerta (Taurus Cover). Welcome to The warbiff e searching for light são do EP Fresh Meat.

Warbiff no Forcaos

Fotos: Victor Rasga

 

Thrunda

Para dar uma variada na noite e trazendo o seu punk rock “bicicletista”, o trio da Thrunda veio para tentar animar o que até então não estava animado. Me parecia que só nessa hora foi que as pessoas estavam começando a chegar de fato no Anfiteatro do Dragão do Mar. Uma coisa muito interessante do Forcaos é que por ser um festival que ocorre em vários dias e em locais diferentes, ele é uma programação gratuita.

 

Quem estivesse passando pelo local das apresentações e se interessasse, tinha total liberdade de chegar junto e conferir os shows. Isto ocorreu em todos os dias, e no encerramento não foi diferente. Transeuntes e artistas de rua se aproximaram para curtir. Isso é o Rock tocando na alma das pessoas! A Thrunda, com videoclipes em seu canal no youtube, lançou um documentário sobre sua ida à Cabo Verde em 2016 e vem divulgando o seu último álbum, o “15 anos em 23 minutos”.

 

Thrunda no Forcaos

 

Damn Youth

Pronto, chegamos nos responsáveis pela maioria dos Mosh do Forcaos. Aqui, criou-se a medida de tempo: Moshs por segundo! A Damn Youth é uma banda nova e até então desconhecida por mim. Fui conhecê-los no Garage Sounds (outro festival alencarino, no qual ainda produzirei um vídeo sobre), onde eles literalmente levantaram poeira quando tocaram, sendo a banda que mais levou gente para frente dos palcos menores do Garage Sounds. Formada em 2013, a banda é uma verdadeira máquina desgovernada em palco, onde obedece à uma só lei: VALE TUDO e IGUALDADE. Cansei de ver várias vezes o rosto preocupado do dono do som (risos). Eles me lembram um pouco o estilo de show do Violator, porém, a banda tem identidade própria e um som jovem.

Damn Youth no Forcaos

 

Pra mim, A Damn Youth é a revelação do metal alencarino de 2017 e que ainda este ano, tocarão em São Paulo e Curitiba. A banda prega uma filosofia de igualdade, onde ninguém é melhor do que ninguém e também sem deuses e sem mestres. É uma galera muito bem posicionada na atualidade e com um futuro promissor para continuar conquistando o Brasil cada vez mais. De material, a banda tem um vídeo EP no seu canal do YouTube, e aconselho a darem uma conferida no som. E quanto ao dono do som que alugou o seu material para o Forcaos, ele deve ta tendo pesadelos até hoje com a galera subindo no palco e batendo sem querer em seu equipamento.

 

Foi nesse momento em que o dono do som mandou desligar tudo, bem no meio de uma das músicas da Damn Youth. Após o desligamento, quem disse que os ânimos do público diminuíram? Quando o som voltou, o show continuou frenético e com a frase: “deixa a juventude se divertir”, muito bem dita pelo vocalista Elton Luiz. Só as fotos mesmos para melhorar o entendimento do que foi aquele momento.

Damn Youth no Forcaos

Damn Youth no Forcaos

 

Siege of Hate

A “triste” missão de manter o público enlouquecido após o show da Damn Youth ficou com os veteranos da S.O.H. Mas eles cumpriram bem a tarefa, afinal estamos falando de uma banda com 20 anos de estrada e bem experientes. Este foi um ponto em que levantei durante minha apresentação no Forcaos 2017. Como é legal você reunir pessoas de diferentes idades e gerações em um mesmo ambiente. De um lado víamos a velha guarda reunida e falando de como eram os shows antigamente, do outro, víamos pais brincando de Mosh com os seus filhos. E no palco, bandas com 4 anos de vida (como é o caso da Damn Youth) dividindo espaço com bandas de 20 anos de estrada, vide a Siege of Hate.

Siege of Hate no Forcaos

 

Voltando a falar da S.O.H., a banda está em um momento absurdo. Lançaram este ano o “Return to Ashes”, regravações de suas primeiras demos. Estão com novos produtos de merchandising, vieram de uma mini turnê pelo sudeste, estavam escalados para abrir o show do poderoso Deicide (no qual aconteceu e relatarei na próxima resenha do Detector de Metal) e já estão em fase de gravação do seu novo CD de estúdio. Mais “On Fire” do que a S.O.H., só o asfalto de Teresina ao meio dia. Dentre as várias músicas tocadas no Forcaos, a banda apresentou a nova “Era do Ódio”, faixa em português que estará presente em seu novo disco.

Siege of Hate no Forcaos

 

Pandemmy

O Forcaos na maioria de suas edições sempre trouxe atrações de fora da terra da luz. Em 2016 tivemos os pernambucanos da Inner Demons Rise e os gaúchos da Rebaelliun (e ambas as bandas concederam entrevista ao Detector de Metal – confira em nosso canal no youtube clicando aqui). E como a edição de 2017 do Forcaos foi meio que confirmada aos 45 minutos do segundo tempo, acredito que só deva ter tido tempo de acertar tudo direitinho com uma banda, e esta foi a Pandemmy.

 

A banda pernambucana possui uma demo (Self-Destruction de 2010), dois EPs (Idiocracy de 2011 e o Dialectic de 2012), já foi finalista do Wacken Open Air Metal Battle, cuja final ocorreu no festival Roça N’ Roll e em 2013 lançaram o seu Debut “Reflections & Rebellions”, produzido pelo Fabiano Penna (Rebaelliun). Em 2016 o seu segundo álbum “Rise of A New Strike” foi lançado na Internet e após o lançamento deste CD, houve uma troca de vocalistas, saindo Vinícius Amorim e entrando Rayanna Torres.

Pandemmy no Forcaos

 

A presença sonora da banda é incrível, diria ser algo até incansável. A técnica do baixista Marcelo junto ao fôlego infinito do batera Arthur, contribuem para o som esticado da Pandemmy, que está muito bem de riff com Guilherme e Pedro nas guitarras. No conjunto da obra, cria-se um ambiente muito pesado e de atmosfera sombria, perfeito para encaixar os vocais da nova vocalista Rayanna, que cumpre mais do que bem o papel. Penso que pode ser trabalhado um pouco mais a sua presença de palco, mas como foi o seu terceiro show com a Pandemmy, tenho certeza que ela irá se soltar mais. Se ela preferir manter uma postura mais quieta e reservada, não tem problema também, o guitarrista e fundador Pedro Valença pode cumprir bem a função de contato direto com o público, como o fez durante o seu momento solo de agradecimento por estar tocando no Forcaos.

Pandemmy no Forcaos

 

Por terem sido convidados um pouco em cima da hora, alguns membros da banda não tiveram condições de vir de avião para Fortaleza e acabaram encarando 12 horas de ônibus para tocar no Forcaos. Ah, 12 horas para vir e mais 12 horas para voltar. Quando você tem uma banda, alguns desafios irão aparecer na sua frente. Levar o seu som para outro estado é importante não apenas em mídia física como CDs, já que isso os selos e distribuidoras já fazem. Você por o seu instrumento no carro ou onde quer que seja e enfrentar a estrada para tocar com a sua banda em um outro estado, é o que difere àqueles que buscam ter uma postura profissional. Fica os parabéns aqui do Detector de Metal à todos da banda Pandemmy que dentro de suas possibilidades, fizeram de tudo para tocar neste histórico Forcaos 2017.

Pandemmy no Forcaos

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