VULTURE: Entrevista com Yuri Schumann
27/10/2016 | Por
VULTURE: Entrevista com Yuri Schumann

Em Itapetininga, no interior de São Paulo, nasceu a banda VULTURE, formada por Adauto, André Xavier, Yuri e Max Schumann, que irá fazer uma mini-turnê pelo Nordeste, passando por Natal (sexta, 28), Mossoró (sábado, 29) e Fortaleza (domingo, 30). Em Fortaleza, o produtora do show é a Gino Production, que já trouxe grandes nomes do metal underground pra cidade e já confirmou o ONSLAUGHT para janeiro próximo. A banda paulista divide o palco com a DECOMPOSING e a revelação de 2016, ANKERKERIA. O show acontece no Casarão do Benfica após o término do segundo-turno das eleições municipais. Em Mossoró, a VULTURE é atração da décima edição do festival Valhalla e também divide o palco com cearenses na ocasião (DARK SYDE e a CRIOKAR), além da paraibana SODOMA.

Conversamos com o guitarrista Yuri Schumann sobre estes shows e pudemos conhecer um pouco mais de tudo o que a banda viveu até agora, “through the eyes of the vulture”, e de seus planos para o futuro. Confira logo abaixo.

Daniel Tavares: Pra quem não conhece a VULTURE, apresente-se, fale como é o som da banda.

Yuri Schumann: O VULTURE é uma banda de Death Metal do interior paulista, formada pelo Adauto Xavier e seu primo Marcelo Machado no ano de 1995. Com mais de 20 anos de existência, conta com discografia bastante volumosa, com 4 demos até 2002, 2 EPs, 4 álbuns oficiais e um Split Vinil lançado recentemente com a banda MORTAGE (thrash metal de Campinas), além de participações em diversas coletâneas do underground nacional. O som não é do tipo brutal, seguindo a escola sueca noventista, com músicas bem trabalhadas e composições que mesclam elementos dos vários estilos dentro do metal.

Daniel Tavares: Quais são as principais influências de vocês?

Yuri Schumann: As influências são muitas. Seria difícil até citar uma ou outra, uma vez que escutamos e gostamos de quase todos os estilos, porém bandas como HYPOCRISY e DISMEMBER estão entre as que mais nos influenciaram.

Daniel Tavares: Vocês vão estar fazendo uma mini turnê no Nordeste. O que se pode esperar de um show da VULTURE

Yuri Schumann: O show da VULTURE é a melhor coisa que fazemos como banda. Podemos classificá-lo como energético e visceral. Não colocamos limites na busca da melhor performance possível durante um show, sempre saímos esgotados, pois procuramos dar o melhor.

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Foto: Plebe Bar

Daniel Tavares: E como está a agenda, onde ainda vocês devem se apresentar?

Yuri Schumann: Bom, estamos com alguns shows marcados para o final do ano em Santos e Belo Horizonte, mas o foco agora é a mini tour no nordeste.

Daniel Tavares: Fale mais sobre o último álbum, “Abandoned Haunt of Cosmic Hate”, como foi a produção, o que vocês acharam da receptividade dos headbangers?

Yuri Schumann: A produção do álbum novo foi diferente da do anterior, no qual não houve participação de outras pessoas. Esse álbum contou com a participação do nosso amigo Glauco Barros nas gravações do instrumental. A capa foi feita pelo renomado Rafael Tavares e a mixagem/masterização ficou por conta do Adauto e do André mesmo. Por enquanto o pessoal tem gostado bastante e elogiado as músicas, mas a divulgação ainda está em curso.

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Daniel Tavares: Quais os planos de vocês. Vocês tem quatro CDs lançados, um split em vinil com o MORTAGE. Quais os planos pra um próximo CD, o que vocês pretendem repetir e o que gostariam de fazer diferente?

Yuri Schumann: Já estamos começando a pensar em um próximo álbum. Algumas composições já estão surgindo, porém ainda não fechamos nada sobre o assunto, pois ainda temos muito para divulgar do “Abandoned Haunt of Cosmic Hate”.

Daniel Tavares: Vocês já abriram para caras como ENTOMBED AD, ENTHRONED. Como é tocar diante de bandas assim tão cultuadas no underground?

Yuri Schumann: Realmente abrir para essas bandas foi muito legal. É sempre interessante para as bandas autorais do underground brasileiro poder divulgar seus trabalhos para um público mais amplo que comparece a esses eventos com grandes bandas internacionais.

Daniel Tavares: A temática de vocês é bem anti-religião. Recentemente o MAYHEM, um dos ícones do Black Metal, se apresentou no Brasil. Há uma polêmica pelo fato do baterista Hellhammer ter participado de discos de uma banda de White Metal. Até se falou em boicote. O que vocês acham de tudo isso?

Yuri Schumann: Tudo isso é uma tremenda falta do que fazer, pois a melhor forma de se boicotar uma banda é não escutá-la. E se formos julgar membros de bandas que um dia foram cristãos não poderemos mais escutar banda nenhuma, pois 99% deles nasceram e foram criados por família cristã. Então acho melhor não ficar fofocando a respeito do passado dos headbangers ou integrantes de bandas extremas. [risos].

Daniel Tavares: Vocês são do interior de São Paulo. Apesar de ser bem mais perto que Fortaleza, por exemplo, também tem suas próprias dificuldades. Me conte como é a cena da região de Itapetininga, que bandas boas além da VULTURE há por aí, quando tem show em São Paulo de uma banda que vocês curtem, como é que vocês fazem?

Yuri Schumann: A cena underground aqui em nossa cidade é muito boa. Temos um local bem legal para trazer bandas e um pessoal que movimenta os eventos com bandas autorais frequentemente, inclusive com bandas gringas do underground. São Paulo é bem perto, porém um fator que complica a ida aos eventos maiores é a grana mesmo, pois sempre são muito caros, então a galera tem que selecionar as bandas que mais curtem para poder comparecer.

Daniel Tavares: Vocês cantam em inglês, mas o primeiro clipe foi de uma canção em português. E existem em cada álbum uma ou duas canções em português. Como foi isso? Existe o dilema, gravar em português pra passar melhor a mensagem para os brasileiros ou gravar em inglês pra se posicionar melhor e tentar algo na gringa?

Yuri Schumann: Para nós isso não é um dilema, pois já definimos desde o primeiro álbum que haveria músicas em português neles, então vamos fazendo e encaixando as letras e certamente isso ajuda a passar a mensagem para aquele pessoal que ainda não entende em inglês. Penso que o idioma não interfere na mensagem que a banda tenta passar, mas o inglês é mais universal.

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Daniel Tavares: Já que falamos do Nordeste, que músicos ou bandas do Nordeste vocês conhecem e apreciam?

Yuri Schumann: Eu particularmente conheço e gosto bastante do som da INNER DEMONS RISE, da HATE EMBRACE, da CANGAÇO e da DARK SYDE, mas existem muitas bandas boas por aí que ainda não tive oportunidade de conhecer.

Daniel Tavares: O espaço é seu. Deixe sua mensagem para os headbangers que conhecem o som da VULTURE e também para aqueles que não conhecem.

Yuri Schumann: Será um grande prazer para nós estarmos aí no nordeste realizando shows e divulgando nosso trabalho. Temos amigos por aí com os quais nos damos muito bem e há um bom tempo já. Estamos realmente ansiosos com a mini tour e esperamos que dê tudo certo para podermos logo agendar outra. Valeu Daniel!!!! Obrigado pelo apoio e espaço!!! Grande abraço a todos!!!

Yuri VULTURE.

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Serviço:

VULTURE – Death metal (SP)

DECOMPOSING – Brutal Death Metal (CE)
ANKERKERIA – Death Metal (CE)

Dia 30 de outubro – Domingo, 17:00h logo após as votações.
Local: Casarão Benfica
Avenida Carapinima, 1884 – Benfica

* Ingressos antecipados: R$ 10,00
* Ingressos na bilheteria: R$ 15,00.

Produção: Gino Production

 

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