Resenha | Underground Metal Fest vira sinônimo de desafio
28/09/2017 | Por
Holocausto no Underground Metal Fest

Texto: Gustavo Queiroz

Já escrevi algumas resenhas no Detector de Metal e sempre tento colocar o diferencial do veículo nas palavras, que por enquanto substituem as coberturas audiovisuais do canal (não deixe de conferir o meu olhar sobre o Forcaos 2017 e o show do Belphegor). Repare que tento sempre levar ocorridos que passam despercebido aos olhos dos demais, fora é claro, minhas impressões sobre as bandas e principalmente uma avaliação geral do evento como um todo, levantando pontos a serem melhorados e outros que precisam ser reconhecidos e aplaudidos. Vamos lá!

A primeira banda a ser anunciada foram os mineiros do Holocausto, vindo em sua formação original e tocando o clássico “Campo de Extermínio” na íntegra em comemoração ao aniversário de 30 anos. Esta confirmação foi dada em Fevereiro de 2017 e de lá pra cá, outros nomes foram sendo aos poucos confirmados. Ressalto aqui uma boa antecedência quanto aos cuidados e escolhas no Cast que acabou se tornando histórico. Vale ressaltar que o Underground Metal Fest é um festival anual produzido pela Underground Produções, de Fabrício Moreira, dono do Underground Estúdio e Bar, da produtora em questão e também vocalista da banda Blasfemador, uma das atrações daquela noite.

O Underground Metal Fest estava em sua 4ª edição e por lá já passaram nomes como Toxic Holocaust, Iron Angel, Anthares, Attomica, Carcará e Facada (estes quatro últimos, sendo bandas nacionais). Onslaught e Artillery já apareceram em antigos casts, mas por problemas envolvendo o álbum VI do Onslaught e problemas de saúde do Artillery, ambas as bandas não puderam vir (no começo deste ano, a Gino Productions trouxe o Onslaught para Fortaleza e eu fiz uma resenha sobre, clique aqui para conferir).

Voltando a falar do Underground Metal Fest, de fevereiro (mês de confirmação do Holocausto) até setembro (mês de sua realização) vimos uma intensa divulgação por parte do Fabrício. Ele estava em diversos outros shows panfletando e intensificando a divulgação. O seu festival contou com sorteios de ingressos nas redes sociais, lambe lambe nas ruas de Fortaleza, ingressos sendo vendidos com bastante antecedência em diversas lojas especializadas de rock/metal da cidade (60 reais o primeiro lote, 70 reais o segundo lote e manteve-se o preço na porta). Acredito que o caminho seja este mesmo, variar os locais e as formas de divulgação para que se tenha um bom retorno de público.

Quanto ao cast final de bandas, tivemos: Heritage (SP), Murdeath (PR), Blasfemador (CE), Flageladör (RJ), Bode Preto (PI), Cemitério (SP), Holocausto (MG) e Nunslaughter (EUA) – pela primeira vez em Fortaleza -.

Cast FODA! Não há do que se reclamar. Apenas uma banda de Fortaleza, o resto, todas de fora do estado. Deve ter sido um trabalho gigantesco cuidar de tanta gente de fora ao mesmo tempo, sem contar os americanos do Nunslaughter. As energias do Fabrício devem ter quase se esgotado só com as bandas, e ainda tinha assuntos de palco/luz/casa para cuidar. Este excesso de coisas acabou afetando um pouco a sua performance durante o show da Blasfemador. Daí onde eu me refiro que o Underground Metal Fest virou sinônimo de desafio, no título desta matéria. Mas bem, em relação as bandas, falarei mais à frente.

 

O local do show

O Underground Metal Fest aconteceu no já conhecido Teatro da Boca Rica, localizado no bairro Praia de Iracema, próximo aos entornos do Centro Cultural Dragão do Mar. Ultimamente tem ocorrido uma onda de assaltos pelos arredores, mas isso não afetou o evento. Pelo menos eu não fiquei sabendo de nenhum assalto ou arrastão envolvendo algum headbanger que estivesse pelos arredores antes, durante, ou após o festival.

Não é de hoje que Fortaleza vem sofrendo uma certa carência de locais adequados para shows de rock/metal. Particularmente eu nunca gostei do Boca Rica. É um local quente, fica-se mais quente ainda quando a casa está cheia, a acústica é horrível, os banheiros são bem ruins (vou nem comentar o quão isso é desagradável para as mulheres) e o teatro não é muito seguro, estruturalmente falando. Há uma vala onde os bangers ficam, o que é um perigo na hora que abrem-se as rodas. Já vi inúmeras pessoas caírem naquele buraco! Este problema foi corretamente solucionado pela Underground Produções e a vala foi tampada com entulhos que sabe-se lá onde a produção os adquiriu. Foi-se pensado no bem estar da galera e isso é muito importante, e espero que se mantenha repetindo e copiado. Quanto a escolha da casa, não culpo a produção! Acredito que era a única opção viável para realizar o evento. Dá para se fazer shows lá, porém, muitos corretivos extras devem ser realizados para que não comprometa o som dos shows e a segurança da galera.

O festival

Agora vamos para o que talvez todos queiram saber. Bem, aqui teremos alguns pontos nos quais eu acredito que possam ser pensados e corrigidos para a próxima edição. Foi informado os horários do evento. A bilheteria abriria as 16:30, a casa estaria aberta as 17h e as 18h começaria o show da Heritage.

Ao entrar no Boca Rica, me deparei com detalhes finais na produção do palco (isto deve ter contribuído com o atraso) e com as já conhecidas banquinhas de merchandising. Quero ressaltar um ponto: O headliner Nunslaughter teve um espaço de merchandising bem acanhado e mal posicionado. Acredito que era para eles terem tido um espaço melhor próximo ao palco, onde bandas como Bode Preto e Murdeath tiveram. Havia um pessoal vendendo comida vegana no local, ocupando um bom espaço (onde o Nunslaughter poderia estar) e penso que eles poderiam ter ficado em algum canto menos privilegiado. Não sei se foi naquele lance “quem chegar primeiro, pega um canto bom”, mas quanto a isso, a Underground Produções poderia melhor direcionar as banquinhas de comida e de merchandising. Nada contra, até curti a ideia de ter tido comida DENTRO do evento, mas eu sempre acho que as bandas devem ser privilegiadas.

O festival teve um atraso e só as 19h subiu a primeira banda, que era pra ser a Heritage mas quem subiu foi a Murdeath (a Heritage teve um problema de vôo e por isso atrasou). Deve ter sido por isso o atraso, estavam esperando notícias da Heritage. E agora podemos falar das bandas e do restante do evento durante os shows.

obs: Antes de falar das bandas, quero deixar registrado a minha tristeza em ver um número considerado de pessoas jogando o lixo no chão. Uma galera estava nem aí e ao terminar suas latinhas de cerveja (que estavam sendo vendidas dentro do festival por um preço bacana de 3,50, ainda com as opções de refrigerante e água) jogavam-na no chão. O mais engraçado é que havia um lixo enorme do lado do bar, e como o Boca Rica não é grande, dava pra andar até lá e jogar NO LIXO as latinhas e garrafas de água/refri. Lamentável o comportamento da galera naquela noite. Preciso deixar isso registrado.

 

As bandas

Murdeath

Murdeath estava cotada para ser a segunda banda da noite, porém acabaram sendo os primeiros enquanto a Heritage enfrentava alguns contratempos de atraso em relação ao seu vôo. Banda nova, formada por Jean Augusto (vocal/guitarra), Matheus Cantaleãno (guitarra), Danilo Angeli (Baixo) e, para essa apresentação, Mateus Sales (bateria). É uma galera jovem, mas bem fiel ao clássico speed metal old school, mas acabaram encontrando um público tímido no Teatro da Boca Rica. Muito bacana também o fato da banda se preocupar com sua imagem e se vestir como as bandas dos anos 80 faziam (algo na linha que o Enforcer e demais bandas suecas). Outro ponto bacana são as músicas cantadas em português. A Murdeath estava divulgando o seu último trabalho, o “Sob o signo…” e tocaram músicas como “Resistir” e “Sob o signo do Heavy Metal”, acompanhadas pela galera. O show estava excelente, com a banda já no ritmo e começando a chamar a atenção dos demais, quando de repente cai a energia do Boca Rica. Enquanto a produção corria para normalizar a energia, a banda aproveitou para conversar com a galera e beber alguma coisa. Depois da energia normalizada, a banda voltou ao palco para tocar mais duas músicas e saiu aplaudida pelo público que começava a aumentar.

Murdeath no Underground Metal Fest

Foto: Rebeca Cunha

 

Heritage

Com uma troca veloz de bandas no palco, a banda Heritage sobe ao palco do Boca Rica com os instrumentos emprestados pelos músicos da Murdeath. É massa ver a galera se ajudando! Isso que faz o Underground. A Heritage é formada por membros e ex-membros de bandas como Flagelador (que mais tarde tocaria no UMF), Cemitério, Blasthrash e entre outras. De São Paulo, a banda executou um Thrash Metal Old School bem rápido e pegado mas encontraram novamente uma queda de energia que quebrou um pouco a adrenalina que o público estava tendo com a banda naquele momento. Após a normalização da energia, a banda concluiu o seu show com um cover de MudButcher do Destruction, além é claro, de músicas do seu debut “Ominous Ritus”.

 

Blasfemador

Daí pra frente, as apresentações seguiram conforme programado. Você já sabia o que viria à seguir quando os baphomets foram colocados um em cada lado do palco. Era a hora da preparação de palco para o show do Blasfemador, que seria registrado para um vindouro DVD da banda. Inspirados por filmes de terror clássicos, o Blasfemador aborda em suas letras temas como assassinato, blasfêmias, horror, psicopatia, histórias de terror, desgraça e muito mais. O público parece que triplicou quando o Blasfemador começou a tocar!  Eles merecem todo o carinho da galera e a admiração! O show é muito frenético e divertido, sendo muito bem guiado pelo frontman Fabrício Moreira (que saiu da bilheteria e se arrumou pro show em 5 minutos). Rodas foram abertas e o caos reinou! Reinou tanto que a energia caiu de novo. O mais lindo de se ver aqui foi a galera cantando A CAPELA quando o som parou. Eu não via uma cena destas há muito tempo. Destaque no começo do show foi para “Traga-me a Cabeça do Rei” sendo cantada por todos ali presentes. Acho que até a moça da cerveja lá fora deve ter cantado junto. Sobre a queda de energia, eu percebi nessa hora o quanto um gerador faz uma diferença em eventos, principalmente no Boca Rica. Lembram que eu falei que o Fabrício Moreira era o responsável pelo evento, além de ser vocalista da Blasfemador e de precisar cuidar das bandas do festival? Tantas coisas para fazer e para se preocupar, acabaram deixando o rapaz bem cansado e isso afetou a sua performance no final do show. Fabrício passou um pouco mal no final e precisou sentar. Um fã subiu no palco e concluiu a última música! Sem sombras de dúvida, este show histórico com muitos moshs, rodas, coro do público a capela e um explosivo sendo ativado numa hora errada, quase pegando em cheio no Fabrício (o que poderia ocasionar em algo muito pior), tornará este futuro DVD do Blasfemador uma verdadeira relíquia obrigatória na coleção de todo headbanger que vive e participa do underground.

Blasfemador no Underground Metal Fest

Blasfemador no Underground Metal Fest

Fotos: Diana Bernardino

Flageladör

Praticamente de casa (sendo esta a sua terceira vinda por Fortaleza) a Flageladör continuou com o clima de terror deixado pela Blasfemador. Danilo Angeli (Murdeath) tocou baixo durante o show e Italo Rodrigo (Damn Youth) assumiu as baquetas da Flageladör ao lado de Armandö Macedo e Jean Augusto durante o Underground Metal Fest. Percebi um grande clima de família do festival! Todo mundo se conhece, todo mundo sabe as músicas uns dos outros, instrumentos são compartilhados. Sensacional! Vale ressaltar que não houve nenhuma queda de energia e pôde-se curtir na íntegra músicas como “Assalto da Motosserra” e “Terceira Guerra Mundial”.

Flagelador no Underground Metal Fest

Foto: Diana Bernardino

 

Bode Preto

Talvez um dos grandes nomes do cast, motivo da ida de muitos bangers ao festival. Ver de perto o Bode Preto através da figura icônica do grande Josh S., foi um grande momento de ensinamento. Pesquisando sobre a banda (antes do festival), percebi o quanto ela direciona o seu trabalho para o exterior. Inclusive, o Press Release da banda é todo em inglês! Por ser uma banda do Piauí, visar levar o seu conteúdo para o exterior, acredito eu, é uma excelente alternativa de crescimento, o que não deixa de tornar a banda famosa e querida por todos do underground nordestino e nacional. No show, Josh S. tocou com Rodrigo Magalhães no baixo/vocal e Bruno Gabai na bateria, sendo Bruno, vocalista e guitarrista da banda cearense S.O.H., que estava retribuindo uma participação que Josh havia feito na extinta Insanity em 1999. O Bode Preto fará uma tour pela Europa agora no final de setembro e começo de outubro. Para acompanhá-los, dá uma olhada na página do Facebook deles.

Bode Preto no Underground Metal Fest

Foto: Diana Bernardino

 

Cemitério

O Cemitério sobe ao palco pouco depois da meia noite, sendo um projeto de Hugo Golon ao lado dos seus amigos da Heritage, onde toca baterista (lembram do clima família que eu mencionei? Pois então). Antes do evento, em uma vídeo chamada para o festival, Henrique Perestrelo convida à todos para conferirem a Cemitério e a Heritage no festival, mencionando a confirmação da compra de passagens áreas por parte da produção do festival. Muito bacana o incentivo dado pelo Fabrício para que estas bandas estivessem no festival. Trazendo a Heritage ele estaria trazendo também a Cemitério, matando dois coelhos com uma só cajadada. Bem pensado! O Cemitério é outra banda que muitos queriam ver (inclusive, conversando com amigos que não puderam ir ao festival, eles lamentaram não poder ver o Cemitério). As músicas “O dia de Satã” e “A volta dos mortos vivos” destacaram momentos épicos de muito moshs pits.

Cemitério no Underground Metal Fest

 

Holocausto

Só mesmo no Underground Metal Fest para a galera ficar morta, depois de tanta banda foda, antes de um HOLOCAUSTO. Quando você está exausto, eis que ainda há duas bandas fodas para conferir e se olhar para o relógio, é pior. Nessas horas, parece que você fica mais cansado só de saber as horas. Na minha opinião, não precisava de 8 bandas no cast, e se assim o fosse, que começasse bem mais cedo. O corpo humano não aguenta tanto, principalmente depois de curtir, bater cabeça e de beber. Pois bem, o Holocausto foi a primeira banda confirmada pelo festival e veio tocar, como prometido, o álbum “Campo de Extermínio” na íntegra com a sua formação clássica. Mas bastou soar a sirene, para a galera sair da arquibancada e se dirigir até próximo do palco. Começou a guerra.. ops, digo, o show do Holocausto! Show brutal e sem tempo para “ai ai ai, deixa eu descansar”. Ritmo frenético e sem rodeios (acredito que fosse para adiantar um pouco o horário do término do festival). E claro, “III Reich” e “Campo de Extermínio” não ficaram de fora.

holocausto

Foto: Victor Rasga

Holocausto no Underground Metal Fest

Foto pega na publicação de fotos do Fabrício no Facebook.

 

Nunslaughter

O nome internacional da noite vinha em sua turnê sul americana, passando pela primeira vez não só por Fortaleza como também em outras cidades brasileiras, acompanhados de outros nomes nacionais de peso e também se fazendo presente em diversos festivais pelo continente. Recém voltados de um quase fim de carreira, todos os membros do Nunslaughter estavam extremamente acessíveis e a vontade no festival, tirando fotos com todos que pediam e também cuidando de sua humilde barraquinha de merchandising conforme eu mencionei mais cedo. A banda tocou músicas de praticamente toda a sua carreira de 30 anos, com Don Of The Dead nos vocais, Tormentor na Guitarra, The Mangler no contra baixo e Wrath na bateria, num tempo de um pouco mais de 1 hora de show. Não sei da onde a galera tirou forças, mas quando tocaram “Satanic Slut”, ninguém ficou parado. Eu pedi que um banger presente dissesse algumas palavras sobre o show do Nunslaughter, e o Ullysses da banda Império Profano mandou uma nota para o Detector de Metal:

Foi showzão! Teve rodas, bangers batendo cabeça, stage dive. O Nunslaughter tocou clássicos como ‘Hex’ e ‘God’! Fudido! Parabéns ao Fabrício da Underground Produções pelo festival fudido!!

Nunslaughter no Underground Metal Fest

Nunslaughter no Underground Metal Fest

Fotos: Diana Bernardino

 

Olhar Geral

Após o término, não me lembro de ter ocorrido nada demais pelas redondezas. Como eu disse no começo do texto, a área da Praia de Iracema anda bem violenta, inclusive uma importante pizzaria da cidade fechou suas portas alegando a falta de segurança e de fiscalização do governo em relação a área. Foi incrível! Apesar de alguns problemas técnicos e atrasos, o festival foi um sucesso! Todos saíram satisfeitos, posso falar isso pois eu mesmo conversei com um pessoal para saber de suas opinões sobre e todos curtiram. Saldo positivo, mas foi um desafio! Muitas bandas, estrutura de palco bacana para o show da Blasfemador (que estava registrando um DVD, e já estou ansioso para ver como ficou), bandas lendárias e com muitos anos de estrada participaram do cast e o mais legal de tudo: A união! Eu mencionei o clima de família e reforço aqui. A união era nítida durante o Underground Metal Fest, uma união sem estrelismo, mesmo de bandas que estavam ali com 30 anos de carreira (como o Nunslaughter e o Holocausto por exemplo). E ainda teve isto, né?! Banda gringa interagindo com o público, sem frescura e sem “mimimi”. Todos juntos e curtindo juntos. Viva o Underground, viva o Underground Metal Fest e já aguardo a edição do próximo ano com um cast incrível, mas com menos bandas (risos).

Agradecimento: Fabrício Moreira da Underground Produções pelo acesso do Detector de Metal ao seu evento.

 

 

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