Eventos | Edu Falaschi canta “canções desconhecidas” no Órbita Bar pela primeira vez
14/04/2019 | Por
Eventos | Edu Falaschi canta "canções desconhecidas" no Órbita Bar pela primeira vez

Foi a primeira vez que a casa de show Órbita Bar recebia um show de heavy metal autoral e de médio porte. A casa, que até então, trabalha muito com bandas covers e autorais locais, foi a escolha da produtora de receber a turnê comemorativa dos 15 anos do disco Temple of Shadows. O show, que ocorreu no dia 12 de abril, trouxe uma boa repercussão na mídia durante a semana. Edu Falaschi apareceu em programas locais e nos jornais de Fortaleza (tendo eu mesmo escrito uma matéria para o caderno Vida&Arte do jornal O Povo). Sem contar a tão batalhada entrevista pro canal do Detector de Metal, que após muita confusão e falta de comunicação envolvendo profissionais “ligados” à turnê, eu consegui conversar com o Edu. Assista a entrevista na íntegra a seguir.

Após tanta aparição na mídia, tudo dava a entender que o show ia ter casa lotada. O que de fato rolou! O Órbita, e seu conhecido método de duas entradas na casa (uma fila para quem ia comprar os ingressos, e outra para quem já tinha-o em mãos), proporcionou um acesso tranquilo à casa de show, sem nenhuma confusão. O horário que o Edu Falaschi ia subir ao palco tinha sido devidamente informado com antecedência, o que deixou tudo bem organizado. Ele tinha que estar 00h no palco, e mais ou menos 00h09 começou a intro Deus le Volt, avisando que na sequência teríamos Spread Your Fire. E quando começa, é aquela catarse! Spread Your Fire é uma das melhores músicas para se iniciar um show de metal, falo isso com tranquilidade. Nessa hora, Edu começa a pedir retorno da sua voz para o palco. Ele pediu quase a música toda e sua voz precisava dar retorno não só pra ele, mas para o público também. No começo não se ouvia a voz do Edu, apenas a bateria do Aquiles. O coro da galera e a imaginação de cada um completavam a música. Para vocês terem uma noção, o áudio nessa primeira música tava parecendo com o desse vídeo aqui.

Foram momentos curiosos, pois uma das músicas mais legais foi danificado por algum problema de som. Não sei se foi a acústica da casa, o equipamento ou o cara da mesa de som que não regulou direito. Enfim, não estou aqui para apontar culpados, apenas relatar o que eu vi. A ideia da turnê Temple of Shadows in Concert era tocar o disco na íntegra, seguindo sua ordem do CD. Na sequência tivemos Angels and Demons e novamente parecia ser um workshop do Aquiles Priester. Edu reclama da falta de retorno e a bateria do Aquiles podia ser ouvida bem longe dali. Novamente teve coro do público! Pra quem quer ouvir o Edu cantar, isso é ruim, pra quem tava curtindo a festa, foi um prato cheio. O público estava bem sincronizado, todos parecendo estar numa espécie de celebração mesmo, um clima de confraternização, tipo aquelas festas de final do ano. O público fez a parte dele. Edu também estava se esforçando, se movimentando muito, subindo nas caixas de som e dando seus agudos. Com o tempo sua voz nos PA’s (caixas de som que levam o som pro público) foi melhorando, mas ficou longe de ficar perfeita. Em WaitinEdu Falaschi canta "canções desconhecidas" no Órbita Bar pela primeira vezg Silence, no momento mais foda da música pra mim, eu tive que imaginá-lo na cabeça. O momento que me refiro é na hora do “All the secrets of life reveal.. to my eyes i can’t concel”.

Todos estavam se perguntando como o palco ia caber toda a banda, já que a bateria do Aquiles por si só já ocupa muito espaço. Para resolver esta questão, a organização foi inteligente apenas com duas medidas. A primeira foi de colocar a bateria lá atrás, bem no fundo mesmo, e a segunda medida foi de montar um kit menor. Acreditem, o kit menor do Aquiles já assusta, imagina a bateria completa, que tem uns pedaços de ferro passando por cima de uma ponta para a outra. É coisa de doido!

Para esta turnê, Edu tem convidado dois cantores de cada cidade para cantar com ele. Aqui em Fortaleza a participação ficou por conta do Israel e da Jael Lia. Diga-se de passagem, a Lia fez uma excelente participação em No Pain For The Dead. E sim, deu para ouvi-la bem direitinho (risos). O show se segue e o próximo momento marcante é em Late Redemption, e eu preciso comentar sobre? A galera cantou tudo, principalmente a parte do Milton. Foi o momento de maior barulho por parte da plateia. Simplesmente lindo!

Terminada as músicas do Temple of Shadows, Edu apresentou a banda. Aquiles Priester é o mais ovacionado entre os membros, e o cara é bem marrento nessas horas. Sobe na bateria, pede por mais gritos, pede para o público continuar o ovacionando e outras poses. Humildade passa longe. Se ele pudesse, tenho certeza que ele mandaria a bateria dele ficar no centro do show e o Edu que cantasse no fundo. Aquiles toma a frente do palco e faz um discurso bem político de que Fortaleza é a melhor cidade do Brasil para se fazer um show de metal. O cara diz isso em todas as cidades, mas enfim, cada um é político da forma que quiser, até por quê, tem quem acredite e caia no jogo dele. E novamente ele vem com seus jargões de “apartamentinho de Copacabana” e não sei o que “Maldita”. É um rapaz instável, hora é chato, hora é legal. Muitas pessoas conseguiram bater foto com ele, mas vale lembrar que ele fez um workshop e um workshow aqui em Fortaleza, antes do show na sexta. Quem participa dos seus workshops e workshows, até porque é pago, consegue fotos com mais facilidade. Se alguém conseguiu foto com ele sem ter que pagar meet and greet ou ter ido aos workshops dele, sinta-se privilegiado e saiba que o encontrou com bom humor. Digo isso por que em São Paulo eu o encontrei no show do Iron Maiden e pedi uma foto, e ele fez uma cara não muito agradável, mas acabou batendo. Apesar de tudo isso, o cara é, sem dúvidas, o melhor baterista do Brasil e tem tudo para ser o melhor do mundo. Estou ansioso para ver os vídeos que ele disse que ia fazer com o Riquelme (baterista de forró daqui de Fortaleza). Fiquemos atento ao canal do cara no YouTube.

O “encore” ficou para as músicas novas do Edu com essa atual banda, Streets of Florence e The Glory of the Sacred Truth. Rebirth e Nova Era não podiam faltar. A voz do Edu ficou melhor de se ouvir lá pra 5a música (The Temple of Hate), mas como disse, poderia ter melhorado mais. E eu não sou o único que observou esse defeito, que para mim, foi o único ponto negativo da noite. Outra coisa legal foi a presença de um anjo em cima do bar do Órbita. A decoração em si tava bem legal.

Que a semana em que o Edu passou em Fortaleza sirva de exemplo! Parabéns a assessoria local (Órbita) por ter levado o artista a vários veículos de comunicação para a divulgação do show. Confira algumas fotos que Vitória Santiago bateu do show.

 

Eventos | Edu Falaschi canta "canções desconhecidas" no Órbita Bar pela primeira vez

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Fotos: Vitória Santiago

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