Discos | Attick Demons: Lets Raise Hell
25/08/2016 | Por
Attick Demons: Lets Raise Hell

Em 2016, a banda portuguesa Attick Demons completa vinte anos de sua formação. E, de certa forma, os fãs é que são presenteados com o lançamento do segundo trabalho da banda, o excelente “Let’s Raise Hell”. Se o primeiro álbum, “Atlantis”, lançado em 2012, já causou uma ótima e grata surpresa, e o novo CD consegue ainda ser bem superior.

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De cara já percebe-se uma banda mais ousada, mais técnica e mais coesa. A produção é outro ponto positivo. O som é aquele bom e velho Heavy Metal com doses vigorosas de peso, velocidade e uma clara influência de Iron Maiden, mas sem parecer uma cópia. E abrindo o CD, temos três faixas nas quais o ouvinte não tem tempo nem para respirar. “The Circle of Light” traz riffs poderosos e um refrão marcante, daqueles que ficam em sua cabeça de imediato. Perfeita para ser tocada ao vivo. “Adamastor” deixa bem claro essa nova fase da banda. Uma evolução clara sem esquecer as raízes. Trata-se de um excelente Power Metal, com linhas de guitarra que lembram o Helloween. E em “Glory To Gawain” temos além de riffs furiosos uma interpretação bastante ousada do vocalista Artur Almeida e um trabalho fantástico do baixista João Clemente e do baterista Ricardo Allonzo. Fantástica!

“Dark Angel” é um momento ímpar do CD. A música traz uma linda introdução com um clima oriental executada com instrumentos como guitarras espanholas e bandolins onde a mesma evolui para uma composição forte e com belos backing vocals da convidada Liliwhite Lilith (Inner Blast). Certamente um momento épico.

“The Endless Game” é uma faixa clássica, com mais de sete minutos, que muito lembra o Iron Maiden da fase “Brave New World”. Mais uma vez temos uma excelente interpretação de Artur Almeida cheia de emoção. Uma música que beira a perfeição.

E chegamos na cereja do bolo: “Let’s Raise Hell” traz riffs nervosos, bases pesadíssimas e, se já não bastasse, a participação mais que especial de Chris Caffery (Savatage, Trans-Siberian Orchestra) e do vocalista Ricardo Pombo (Cruz de Ferro). Duvido o ouvinte não sair cantando o refrão ao final da audição.

“Ghost” é provavelmente a canção mais “maideniana” do CD, mas, como disse anteriormente, em momento nenhum a banda soa como uma cópia do Iron Maiden, mesmo com a semelhança assustadora de timbres vocais de Artur Almeida e Bruce Dickinson. O trio de guitarristas Luis Figueira, Nuno Martins e Hugo Monteiro mostram uma parede sonora que em nada fica devendo ao sexteto britânico.

As últimas duas faixas (“Nightmares” e “Ritual”) fecham o trabalho de forma magistral. Mais uma vez os três guitarristas mostram um entrosamento espetacular, sejam nas bases, sejam nos solos. João Clemente mostra linhas de baixo muito refinadas e Ricardo Allonzo consegue empolgar o ouvinte com batidas precisas e técnicas.

Se você é fã de um Heavy Metal tocado com extrema qualidade, “Let’s Raise Hell” é item obrigatório para adquirir. Certamente estará no top 3 de melhores lançamentos do ano.

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