Belphegor: Entrevista com Helmuth Lehner
20/02/2017 | Por
Helmuth Lehner do Belphegor

O BELPHEGOR é uma das mais respeitadas bandas de Death/Black Metal do mundo. E estará no Brasil a partir de 28 de fevereiro para promover a escuridão com suas letras blasfemas e perturbadoras. O primeiro show é em São Paulo (28/02 – Manifesto Bar). De lá eles seguem para o interior de Minas Gerais , Campo do Meio (03/03 – Clube Aprigio). O Nordeste, que já recebeu o BELPHEGOR outras vezes, os dará novamente as boas vindas para shows no Recife (04/03 – Burburinho Bar) e em Fortaleza (05/03 – Teatro Da Boca Rica). Conversamos com Helmuth Lehner sobre vários assuntos. Claro que falamos sobre os shows (imperdíveis), sobre o disco novo que será gravado no segundo semestre deste ano (atenção, tem música nova no setlist), mas a conversa também enveredou por assuntos mais espinhosos como filosofia e religião. Para Helmuth, que passou alguns anos atrás por uma EQM (Experiência de Quase Morte), perguntei coisas como o que você acha acontece com a gente depois que morremos? Há intolerância religiosa por parte dos não cristãos? Isso é uma resposta à intolerância cristã? O que você acha dos muçulmanos, hindus, etc.? Existe algo de bom nas religiões (cutuquei a onça com vara curta, vocês podem dizer) e até filosóficos. “A música, ou vamos chamar de arte em geral, deve excitar, incitar e provocar, não acalmar”, disse Helmuth na entrevista que você confere agora. Sobre o show de Fortaleza, Helmuth é enfático: “Espero que um monte de pessoas do Metal comparecem a estas cerimônias, que prometem um inesquecível e excelente ritual de Death / Black Metal”

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Daniel Tavares: Bem, vamos começar com o mais importante. Como está a sua saúde. Você se recuperou plenamente dos problemas que teve após ser infectado por febre tifoide? O que mudou na sua vida e na sua maneira de ver o mundo após a situação que você enfrentou?

Helmuth Lehner: Sim, eu fui infectado em setembro de 2011 com um vírus do tifo na América do Sul porque eu bebi a água de lá uma manhã quando estava com muita ressaca e não pensava com clareza. Um grande erro, que eu quase paguei com a minha vida. Quando voltei para casa, na Áustria, eu já estava em uma péssima condição. Eu fui hospitalizado e acabei passando morto por 6 horas, sobrevivendo somente através de máquinas. Foi um pesadelo. Eu passei por uma operação difícil no dia 4 de outubro. Os médicos salvaram minha vida. Eu fui forçado a fazer uma pausa por mais de 8 meses, enquanto me recuperava. Pela primeira vez, meu corpo me mostrou seus limites e quão rápido pode ser que sua vida mude completamente dentro de poucos dias, ou pior, a facilidade com que ela pode acabar instantaneamente. Lembro-me de ter medo que pudesse cair no sono e nunca mais acordar novamente. Isso durou semanas. Eu poderia escrever um livro sobre todo o meu caminho de volta até ser o frontman da minha banda novamente. Minha recuperação foi difícil e eu tive que adiar o álbum algumas vezes e pegar leve. É frustrante para uma pessoa que sempre foi über-ativa. Mas “Conjuring The Dead” foi uma espécie de reabilitação para mim, um processo de limpeza, de me mostrar, “ei, seu fela da gaita, levante-se, você ainda tem gás.” Então, sim, tudo está bem até agora, eu definitivamente não posso reclamar. Eu ainda sou capaz de fazer o que eu adoro, tocar e criar música e viajar pelo mundo.

Daniel Tavares: Agora, vamos falar sobre a turnê e os shows no Brasil. O que os headbangers brasileiros devem esperar desses shows?

Helmuth Lehner: É ótimo finalmente retornar ao Brasil. Tantas excelentes – e caóticas – experiências vêm à mente. Eu amo a carne brasileira, eu realmente amo. De qualquer forma, quero dizer que a América Latina em geral, é sempre um desafio bem-vindo. Esta é provavelmente a nossa corrida mais longa por aí, tocando 12 cerimônias de morte!! Esteja preparado Brasil, estamos mais uma vez vindo para com conquistar com êxito o mal brutal!

Daniel Tavares: Especificamente para Fortaleza, onde eu moro, por que não pode qualquer fã de Black/Death metal não pode pensar em ficar em casa no dia 5 de março? Que mensagem você envia para Fortaleza?

Helmuth Lehner: Espero que um monte de pessoas do Metal comparecem a estas cerimônias, que prometem um inesquecível e excelente ritual de Death / Black Metal. O BELPHEGOR é um esquadrão ao vivo sim, e é claro que escavamos para destruir em nossas faixas com brutalidade extrema e precisão para as multidões em todo o mundo. Estamos ansiosos para a invasão da América Latina, … vamos fazer dessas noites inesquecíveis e diabólicas, cheias de magia negra !!

 

Daniel Tavares: Agora, o que você pode dizer sobre o próximo álbum? O que podemos esperar do sucessor de “Conjuring The Dead”? Ele já tem um nome? Você acha que você vai tocar alguma a faixa dele nesta turnê?

Helmuth Lehner: Somos muito melhores músicos hoje em dia e o objetivo principal é tentar desenvolver nossa habilidade. Além disso, mesmo com cada lançamento. O BELPHEGOR é uma banda baseada em riffs, e nós sempre tocamos o mais intenso Death Metal !! Se você acha que “Conjuring the Dead” era brutal, você vai adorar o novo LP sem título, porque temos a melhor line-up até agora e estas nove composições são muito mais pesadas, mais técnicas e mais cheias de brutalidade e trituração do que os últimos ataques. Eu ainda sou perdido pelo último LP, não me interpretem mal. Apenas estou dizendo que este é o nosso trabalho mais feroz e brutal até hoje.
Este é de longe o meu trabalho mais rigoroso e mais agressivo de guitarra, com guitarras realmente com afinação baixa, o que é um novo desafio. Estamos muito ansiosos para quando finalmente pudermos liberar esse monstro sobre as massas. A música, ou vamos chamar de arte em geral, deve excitar, incitar e provocar, não acalmar e este lançamento deve atingir isso ao máximo!
Nós tocaremos a faixa “Totenkult – Exegesis of Deterioration” no palco no Brasil também. Sim. Espere o primeiro single e vídeo em agosto. Nas próximas semanas/meses, vamos lançar um monte de filmagens do estúdio, making of e anunciar título, produtor, etc. artista da capa. Portanto, mantenha olhos abertos nos nossos canais de comunicação.

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Daniel Tavares: Em “Conjuring The Dead” você teve alguns convidados: Glen Benton do DEICIDE e Attila Csihar, do MAYHEM. Você terá alguma participação novamente para este próximo álbum?

Helmuth Lehner: Uma vez que somos conhecidos por criar uma simbiose de Death e Black Metal, eu queria ter meu vocalista favorito em cada gênero. Esta ideia estava fixa na minha cabeça por um longo tempo. Era só para agradar o meu ego, hahahrrr. Verdadeiramente, é realmente uma honra para mim. Eu aprecio os estilos vocais deles e o que os seus trabalhos trouxeram para a comunidade do metal extremo. Eu queria ter esses dois caras, não apenas os colegas de algumas outras bandas.
Eu acho que perguntei primeiro ao Attila sobre o assunto em 2007, quando gravamos o “Bondage Goat Zombie”. Com o DEICIDE fizemos duas grandes turnês, uma nos EUA e outra em que conquistamos e devastamos a Europa. E Glen gostou da ideia, o que foi ótimo para mim. Finalmente deu certo. Ambas as bandas no início eram muito importantes e inspiradoras para o BELPHEGOR. Mais uma vez, é uma honra que eles tenham colocado sua magia nessa faixa [N.T. “Legions of Destruction”]. Creio que a Metal Rules, dos Estados Unidos, até estava nos chamando de os “Three Tenors From Hell” [N.T – os três tenores do inferno], uma vez que eu também faço vocais nessa faixa. Uma grande observação!

Daniel Tavares: Você está com a Nuclear Blast desde 2005, depois de trabalhar com a Last Episode (que você chamou de rip-up label) e com a Napalm Records (que você disse que não lhe oferecia apoio suficiente). Você considere assinar com a Nuclear Blast tem dado o alcance necessário para a banda?

Helmuth Lehner: Eu não gosto realmente de falar sobre a indústria ou negócios, nem de reclamar. A Nuclear Blast tem boa distribuição e eu nos garante um orçamento sólido para trabalhar em bons estúdios etc. O que sempre é o nosso principal objetivo, para forjar um álbum do BELPHEGOR com um som brilhante. É por isso que ensaiamos tanto quanto possível e estamos bem preparados quando entramos no estúdio e começamos a gravar. Nós estamos definitivamente sempre visando um som brilhante e agressivo. O novo LP é o #VI para Nuclear Blast e todos ficaram excelentes. Nós assinamos um outro contrato com eles anos atrás depois de 3 LPs para mais três e este é o último, o sexto LP para a Nuke Blast. Vamos ver onde a nossa viagem vai depois disso.

Daniel Tavares: Agora, algumas perguntas difíceis. No ano passado, você e os membros do NILE foram vítimas de intolerância religiosa na Rússia. O que você diria sobre isso agora? Por favor, compartilhe algumas palavras comentando sobre esse episódio e os muitos episódios que acontecem em todos os lugares, a cada momento no mundo forçando as pessoas a fazer o que não querem fazer, torturando pessoas, matando as pessoas ou, no mínimo, censurar artistas como vocês .

Helmuth Lehner: Eu não quero fazer desse incidente uma grande parte da história do BELPHEGOR, verdade seja dita. Aquele palhaço cristão apenas tentou provocar um confronto físico enquanto seu amigo degenerado filmava tudo no aeroporto para forçar que me levassem pra cadeia. A segurança deu as costas e fez nada… surpreendente. Eu me toquei do que seria melhor não reagir da maneira que queriam que eu reagisse. Se você nunca foi para a Rússia, você não pode entender como é lá. Não há absolutamente uma única pessoa que gostaria de ter algum conflito com a polícia russa ou governo ou experimentar alguma de suas prisões. Uma briga em um aeroporto internacional teria sido muito prejudicial para o BELPHEGOR e teria interrompido a nossa programação futura de viagem. Sou grato ao Sr. Karl Sanders, da engenhosa banda NILE, que ajudou a gerenciar a situação e impedir este zumbi católico.

Daniel Tavares: Vocês são claramente anti-cristianismo e se mostrem como satanistas, embora você tenha declarado que são ateus. Você acha que existe intolerância também do lado dos satanistas e ateus, embora isto geralmente seja uma resposta à própria intolerância dos cristãos?

Helmuth Lehner: Somos ateus com tendências ao niilismo, glorificando a brutal musicalidade do Death!! Rebeldia, resistência, recusar-se é a coisa mais importante quando se trata de arte, sim. Não há nenhum deus. Eu sou meu próprio deus e fico possuído particularmente quando se trata de estar inspirado para fazer esta música. O Death deve estimular, incitar e provocar, não te acalmar …

Com o diabo do seu lado, ele sempre ajuda a criar “arte”, não importa se é musica, pinturas … a arte em geral.
Quer dizer, há uma grande quantidade de obscuridade e de possessão no BELPHEGOR, sempre teve, sempre terá. Na minha opinião, só os excessivos, as pessoas rebeldes fizeram algo que durou e valeu a pena. Olhe para a história da arte, não importa – pintor, compositor, autor, ator, o que quer que seja– aqueles que estavam perto de loucura, muitas vezes em delírio, em uma espécie de “sua própria zona do crepúsculo”, foram os melhores e ainda permanecem assim. Os artistas precisam estar possuídos, e sim, eu quero dizer isso .. não é apenas uma frase !!

Daniel Tavares: E quanto a outras religiões, muçulmanos, hinduísmo, religiões africanas, a religião escandinava, o que você pensa sobre elas?

Helmuth Lehner: Eu muitas vezes sou mal interpretado pela mídia, tão demasiado frequentemente, ou torcem as minhas mensagens e o significado real tão bem que eu realmente não quero mais falar sobre isso. Leia nossas letras e faça a sua própria cabeça. Nós sempre fomos contra a igreja, moralistas e instituições… os inimigos da cruz … e isso não se alterou …

Daniel Tavares: O que você acha que acontece com a gente depois que morremos?

Helmuth Lehner: Este é o segredo, melhor dizendo, o grande privilégio das pessoas que morreram: realmente saber que acontece, ou o que não acontece… tantas especulações sobre este assunto interessante, mas, no final ninguém sabe nada. Nós todos vamos morrer! Essa é a única certeza!

Eu já estive morto por 6 horas, nas máquinas, então eu vi um monte de coisas/visões e trouxe algumas coisas de volta comigo, mas eu não quero falar sobre isso. Apenas com bons amigos, porque as pessoas são tão críticas hoje em dia – é tão nojento e chato. Bem, eu ainda estou aqui e grato por isso, porque eu ainda tenho muito a fazer. O ceifador pode esperar – por enquanto.

Daniel Tavares: Juan Brujo, do BRUJERIA, é um dos artistas mais conhecidos a ser contra o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Eu às vezes faço perguntas difíceis, porque eu acredito que isso é interessante para nossos leitores. Perguntei a ele se ele conseguia ver alguma coisa boa no Trump. Então, para você, eu estou perguntando: você vê algo de bom nas religiões?

Helmuth Lehner: Tudo tem algo bom. A questão é, a religião é boa para livres pensadores, um indivíduo, artista ou xamã, …para a horda de ovelhas que não são capazes de tomar suas próprias decisões é provavelmente uma coisa boa, deixar as outras pessoas decidir por suas fraquezas.

Para outros como eu é apenas nojento. Eu sou Alfa. Eu não preciso de ninguém pra me dizer o que fazer ou como fazer as coisas na minha vida. Eu não rastejo, me curvo ou rezo para nenhum deus. Que eles se explodam..

 

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Daniel Tavares: Bem, vamos seguir por outro caminho agora. Vocês são de Salzburg, o local de nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart, um dos maiores artistas que já viveu. Vocês acham que ser desta cidade teve alguma influência sobre vocês, trouxe alguma coisa para o seu som, teve alguma importância em sua carreira?

Helmuth Lehner: Eu sou certamente inspirado por compositores clássicos. Você tem que ser se você é da Áustria. Em cada LP você encontra algumas melodias /padrões clássicos – canções.

Quanto ao MOZART, eu adoro a sua composição “Requiem”…para mim, o ponto alto de seu legado. On BLOOD MAGICK NECROMANCE, we had for example as the main inspiration for the song IN BLOOD – DEVOUR THIS SANCTITY, Johannes Brahms – Hungarian Dances and used the melody for the chorus.
Em “Blood Magick Necromance”, nós tivemos, por exemplo, como maior inspiração para a canção “In Blood – Devour This Sanctity” a “Hungarian Dances”, de Johannes Brahms, e usamos a melodia do refrão.

Claro, com uma muralha sonora perturbadora de Death/ Black. Eu amo essa peça da arte de Brahms. É intensa.. cheia de energia negra. O mesmo vai para a obra “Requiem”, de Mozart. Ele a escreveu em seu leito de morte, sabendo que iria morrer brevemente e não poderia terminá-la. Isto é arte na sua forma mais pura. Intensidade no fio da navalha, em equilíbrio na beira da morte, sentindo o hálito do ceifador respirando em seu pescoço …

Isso é Death/ Black Metal em estilo clássico. Dê uma escutada… Você terá arrepios se você tiver um pouco de compreensão da arte arcaica, teatral e obscura. Escrever música, criar… enquanto está morrendo, o que poderia ser mais intenso… ou eu deveria dizer, mais perfeitamente insano? De qualquer forma, um segredo aqui. No novo LP nós teremos uma faixa bombástica chamada “The Devil’s Son”. Ela lida com a estória de vida de Nicolau Paganini.

Sua virtuosidade com o violino, suas técnicas inumanas enquanto tocava, que levava às pessoas a ideia de que ele era possuído e tinha um pacto com o diabo. Muito interessante… A canção é muito clássica, com guitarras fritando e bateria muito rápidas. Eu não quero revelar mais aqui…

Daniel Tavares: E já que estamos falando de influências, há uma pergunta que eu sempre faço a todos os meus entrevistados. O que você sabe sobre a música brasileira? Há algum artista que você goste, que escute em sua casa ou mesmo que tenha tido qualquer influência sobre a sua música?

Helmuth Lehner: Eu apoio o que eu gosto e ignoro o resto. Sou muito mente aberta quando o assunto é música.

Eu vasculho tudo relacionado de a Rock, Hard Rock, Metal a música extrema. Além disso, eu adoro compositores clássicos e engenhosos, o dedilhamento rápido da guitarra flamenga. Eu sempre tenho um pouco de inveja quando eu ouço ou vejo um guitarrista flamenco. A sua magia, tão inspiradora e magnificente para mim, o ataque, a velocidade, o tom… a paixão quando eles tocam. Quero dizer, guitarristas habilidosos que tocam muito dinâmica e agressivamente com sua própria afinação e assinatura de som em geral.

Claro que os nossos amigos do KRISUN são a nossa banda de Death Metal brasileira favorita. Considero pra caralho estes irmãos. Nós excursionamos com eles por 7-8 semanas pela América do Norte, se bem me lembro. Foi em 2007 ou 2008? Tantas boas memórias – tivemos muitos excessos na estrada com esses caras haharrr. Sim, nos divertimos bastante. Os irmãos suecos do UNLEASHED eram a atração principal.

Foi um grande faturamento naquela época também. Considero demais esses caras.

Daniel Tavares: Vamos terminar com uma mensagem para todos os fãs brasileiros do Belphegor, principalmente para aqueles que vão assistir a um dos shows da próxima turnê.

Agradecemos pelo espaço e estejam preparados para o nosso novo LP em meados de setembro.

Esperem por uma overdose de Metal, extremo e brutal !!!

Hails para o Brasil. Não posso esperar para rasgar para vocês, demônios, novamente.

Uma honra – este horror ..

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